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Nota da Embaixada dos EUA em defesa da urna eletrônica teve aval do Departamento de Estado

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A nota divulgada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil nesta terça-feira (19), defendendo que o sistema eleitoral brasileiro é modelo para o mundo, foi aprovada pelo Departamento de Estado norte-americano em Washington. O órgão é análogo ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, mas concentra muito mais poder e influência.

O texto, que desagradou ao Palácio do Planalto, foi divulgado um dia após o presidente Jair Bolsonaro reunir embaixadores em Brasília para repetir ataques às urnas eletrônicas e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

Assessores presidenciais ouvidos pelo blog reclamaram que a nota acabou sendo uma ?descortesia? com Bolsonaro. Ao mesmo tempo, reconheceram que a posição do governo Joe Biden sobre o sistema eleitoral brasileiro é amplamente conhecida ? e contrária às investidas de Bolsonaro no tema.

Segundo aliados do Centrão, o governo acabou colhendo o que plantou: mais desgaste, não só interna como também externamente. A reunião foi classificada pelo Centrão como mais um erro político do presidente Bolsonaro na busca de agradar os seus apoiadores diretos. Como consequência, acabou desagradando o eleitor moderado que Bolsonaro precisa atrair para buscar a reeleição.


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Na nota, por sinal, a embaixada faz questão de frisar que o conteúdo divulgado repete declarações anteriores.

“Como já declaramos anteriormente, as eleições no Brasil são para os brasileiros decidirem. Os Estados Unidos confiam na força das instituições democráticas brasileiras. O país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores”, diz parte do comunicado.

O trecho que mais incomodou o Palácio do Planalto diz que ?as eleições brasileiras, conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas, servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo” ? na linha oposta do que disse Bolsonaro durante a reunião com os embaixadores.


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Fonte G1 Brasília

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