O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu participar virtualmente, nesta terça-feira (21), do seminário do BNDES organizado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Aloizio Mercadante, que debate a agenda econômica em meio a discussão sobre o novo arcabouço fiscal.
O novo arcabouço é a forma pela qual o governo do Lula vai se comprometer a estabilizar a dívida pública e equilibrar as contas do governo, e deve substituir o teto de gastos, que limita o crescimento de grande parte das despesas da União à variação inflação (entenda o que o novo arcabouço fiscal significa na prática para a economia).
Como o Estúdio i mostrou na segunda-feira (20), a confirmação de Haddad no evento é uma mudança de posição, já que, até o início da tarde, auxiliares davam como certo que ele não participaria.
A justificativa para não ir era a de que Mercadante teria organizado o evento com objetivo de discutir o novo arcabouço fiscal e pressionar a Fazenda, enquanto a equipe estava trabalhando em um projeto já discutido com o presidente Lula (PT) e os líderes do Congresso.
No início da noite, no entanto, a agenda de Haddad confirmou sua presença de forma virtual.
A avaliação interna é que a ausência de Haddad geraria mais especulações sobre rusgas com Mercadante.
Além disso, o ministro da Fazenda quer evitar indisposição com colegas do PT e economistas que participam do evento justamente quando busca apoio para a nova âncora fiscal.
Além disso, o evento virou um centro de resistência e de ataque ao atual patamar da Selic, taxa básica de juros da economia, pauta convergente entre a ala mais expansionista do governo e a Fazenda.
Em sua participação no encontro, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), disse que não há justificativa para que a taxa esteja no patamar atual.
Fonte G1 Brasília