REDES SOCIAIS

23°C

Pelado foi denunciado por Bruno Pereira dois meses antes do desaparecimento

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, principal suspeito do desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, foi denunciado por invasão de terra indígena e pesca ilegal pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) em abril deste ano.

Segundo apurou o blog, Bruno Araújo teria sido um dos autores da denúncia. Ele trabalhava para a Univaja desde que havia sido exonerado do cargo de Coordenador de Povos Isolados da Funai e pediu licença não remunerada por considerar que não havia liberdade para trabalhar no governo Bolsonaro.


window.PLAYER_AB_ENV = “prod”

A denúncia contra Pelado foi encaminhada no dia 12 de abril à Funai, ao Ministério Público Federal e à Força Nacional de Segurança Pública em Tabatinga, no Amazonas. No relato, a entidade de Bruno Pereira relata que na noite de 3 de abril, a equipe de vigilância da instituição recebeu a informação de que “Pelado” estava com 4 ou 5 infratores pescando no interior da terra indígena, próxima à aldeia Korubo no Mário Brasil. Segue o relato: ” Eles estariam de canoa pequena, no lago do Bananeira, na margem direita do rio Ituí, pescando peixe liso e pirarucu. Pelado tem sido apontado com um dos autores dos diversos atentados com arma de fogo contra a Base de Proteção da Funai entre 2018 e 2019″, cita do documento.

O ofício é assinado pelo coordenador geral da Univaja, Paulo Dollis Barbosa da Silva. São citados outros nomes de pescadores e caçadores profissionais. Não se trata de atividade recreativa, muito menos artesanal. O ofício relata a presença de cinco embarcações de grande porte em áreas indígenas e dá detalhes: embarcações com caixa de gelo de 8 toneladas e carga total de aproximadamente cinco toneladas. O resultado da atividade criminosa também é superlativa: ” centenas de tracajás, tartarugas e quilos de carne de caça estavam à venda do mercado ilegal da cidade”, informa a Unijava.

Leia também:

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS