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Planalto dá aval para Petrobras pagar mais 50% de dividendos extraordinários no segundo semestre

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O Palácio do Planalto deu aval para o pagamento dos outros 50% dos dividendos extraordinários restantes no segundo semestre deste ano.

Nesta quinta, acionistas decidiram distribuir 50% dos dividendos extraordinários da estatal. Outros 50% ainda serão chancelados em assembleia, mas já tiveram aval de Lula, segundo fontes do blog.

?? O pagamento dos dividendos extraordinários gerou polêmica para o governo em março, e fez com que as ações da Petrobras despencassem 10% na bolsa de valores brasileira em apenas um dia. Na época, a decisão era no sentido contrário, de não pagar os dividendos.

Os dividendos são uma parcela do lucro da empresa que é repartida entre os acionistas. No caso dos extraordinários, eles são aqueles pagos além do mínimo obrigatório. Ou seja, a empresa não tem que pagá-los necessariamente.

O governo, por ser o maior acionista da Petrobras, tem direito a receber esses recursos, entram como uma receita do governo e, portanto, colaboram com o cumprimento da meta fiscal.

A decisão do Planalto, de dar aval para o pagamento, tem a ver com a discussão fiscal, porque o governo pretende lançar os recursos que serão pagos pela Petrobras ao Tesouro no relatório de Despesas e Receitas que servem para balizar a meta fiscal.

Com a aprovação dos primeiros 50% pelos acionistas, esse valor será lançado já no relatório de maio. A expectativa é se poderá lançar também estes outros 50 % no segundo semestre.

O pagamento desse recurso foi alvo de discussão interna no governo, porque Lula, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se posicionaram contra num primeiro momento, o que levou à queda do valor de mercado da Petrobras.

O pagamento dos dividendos extraordinários totalizam cerca de R$ 44 bilhões.

????? A decisão do governo vem depois de uma articulação do ministro Fernando Haddad, que se aliou a Jean-Paul Prates, presidente da Petrobras, a favor do pagamento desses recursos.

No caso de Haddad, este encaminhamento vem justamente por avaliar que isso contribui para a meta fiscal.

Jean-Paul Prates se absteve de votar na primeira reunião em que se discutiu o pagamento dos extraordinários e foi o único conselheiro do governo que acabou não se posicionando contra o pagamento deles.

Fonte G1 Brasília

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