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Presidente da Guiana rebate falas de Maduro sobre disputa por Essequibo e agradece esforço do Brasil

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O governo da Guiana divulgou nesta terça-feira (12) uma carta que fala sobre o encontro com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na próxima quinta-feira (14). No documento, o presidente da Guiana, Irfaan Ali, rebate falas recentes de Maduro e agradece aos esforços de países vizinhos, citando nominalmente o Brasil.

Ali se dirige ao primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas – local da reunião entre as duas nações -, Ralph Gonsales, e chama o encontro de “diálogo de alto nível”. O presidente também fala sobre “imprecisões” na carta de Nicolás Maduro, divulgada nesta segunda-feira (11), onde o presidente da Venezuela cita o encontro como uma oportunidade “para abordar diretamente a disputa territorial entre a Venezuela e a Guiana”.

“Tal como foi claramente estabelecido nessa reunião e transmitido na declaração final, há total apoio da Caricom à Guiana na prossecução da resolução da sua questão fronteiriça com a Venezuela através do processo da Corte Internacional de Justiça. Eu também tenho um mandato da Assembleia Nacional da Guiana, que é unânime na sua decisão de que a fronteira terrestre não é uma questão para discussões bilaterais”, afirma Ali.

O presidente da Guiana também contesta a fala de Maduro que refere-se a concessões petrolíferas ?numa área marítima ainda por delimitar?.

“Ressalto que, ao contrário do que segundo esta afirmação enganosa, todos os blocos petrolíferos estão localizados nas águas da Guiana, ao abrigo do direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante aos Estados costeiros os direitos exclusivos sobre os recursos do mar e do fundo do mar num raio de 200 milhas náuticas de suas costas. Os blocos petrolíferos estão todos localizados adjacentes à costa da Guiana”, diz.

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Em outro trecho da carta, Irfaan Ali também classifica como imprecisa a fala de que há uma intromissão do Comando Sul dos Estados Unidos, que teria iniciado operação no território.

“O governo da Guiana mantém o seu direito soberano de se envolver em qualquer forma de cooperação com os parceiros bilaterais e não apoia intervenção nos assuntos internos de qualquer outro Estado, um princípio que é honrado pelos Estados responsáveis no âmbito internacional… Qualquer alegação de que existe uma operação militar dirigida à Venezuela em qualquer parte do território da Guiana é falsa, enganosa e provocativa”, argumenta.

Sobre o encontro, Ali afirma estar preparado para falar com Maduro sobre “qualquer outro aspecto que possa contribuir para melhorar e fortalecer as relações amigáveis entre os nossos dois países”. O presidente guianense ainda agradece à Caricom, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Brasil pelos esforços.

Fonte G1 Brasília

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