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Presidente do Cuiabá diz que “bateu na trave” por novo técnico e expõe dificuldade: “Falta treinador”

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O Cuiabá ficou perto de acertar com um novo técnico. Foi isso que revelou o presidente do clube, Cristiano Dresch, ao afirmar que “bateu na trave” para fechar com o sucessor de António Oliveira.

Em entrevista ao SBT, o dirigente auriverde declarou que tem se deparado com muitas “apostas” no mercado e indicou que não deve efetivar o auxiliar fixo Luiz Fernando Iubel, comandante interino há quase dois meses.

– Já fizemos apostas que não deram certo. Hoje temos experiência de analisar quem é aposta e quem tem probabilidade de dar certo, existe uma convicção na hora de contratar o treinador. E hoje eu só tenho encontrado apostas. Estamos no mercado, nos últimos dias batemos na trave com um nome. Não é o plano do Cuiabá continuar do jeito que está. O Luiz tem uma história dentro do clube, mas ainda é muito novo. Ele tem aceitação dentro do elenco, isso ajuda no trabalho do dia a dia, mas não é o plano do Cuiabá continuar com o Luiz.

Já são 56 dias em busca para um ocupante ao cargo, mas a diretoria adota cautela. Dresch revelou dificuldades e apontou o principal entrave para a contratação: a escassez de treinadores no futebol brasileiro.

– Existe um problema sério no Brasil hoje de falta de treinador. A gente deixou de investir nessa função. É a principal função dentro de um clube de futebol. Temos 700 pessoas no clube e ele é a pessoa mais importante tirando quem paga as contas. O futebol brasileiro deixou essa função defasar demais, parou no tempo. Hoje vivemos esse problema, o Botafogo fechou com treinador português, o São Paulo está fazendo uma experiência com Carpini, teve a saída do Felipão do Atlético-MG e veio um argentino. É uma dificuldade, a gente sabe da urgência, daqui uns dias começa o Campeonato Brasileiro, é um terror e a gente precisa estar tranquilo.

Pouco após a saída do ex-treinador, o mandatário concedeu entrevista em que expôs o perfil procurado pelo clube. Deve ter entre 40 e 50 anos e experiência na elite. Ele explicou os motivos destas especificações e confirmou que os requisitos se mantêm inalterados.

– Justamente por isso da dificuldade, por ser um perfil bem definido. Um treinador muito jovem não tem condições de pegar uma Série A. Até 40 anos não é tão experiente, é jovem ainda e um treinador mais velho, que já ganhou tudo, não tem mais aquela fome, não vai dar treino nos 40 graus da nossa cidade motivado. A gente precisa trazer um cara que venha com objetivo dentro do clube. O perfil permanece o mesmo, um treinador que tenha experiência com primeira divisão, dentro dessa idade, que venha para cá com muita fome, vontade de crescer. Essa definição de perfil também nos limita bastante, então é esperar, que quando menos se espera, vamos anunciar um nome.

Fonte GE Esportes

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