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Rede Sustentabilidade anuncia apoio a Lula nas eleições deste ano

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O partido Rede Sustentabilidade anunciou nesta quinta-feira (28) apoio formal à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.

Durante o evento, lideranças do partido disseram que o anúncio representa a “maioria” da sigla. Isso porque filiados poderão apoiar outros candidatos.

O anúncio foi feito em um ato em Brasília do qual participaram representantes da Rede, entre eles o porta-voz do partido, Wesley Diógenes, e o senador Randolfe Rodrigues (AP), e também do PT, entre os quais Lula, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os ex-ministros Luiz Dulci e Aloizio Mercadante.

No ato, os integrantes da Rede entregaram um documento com propostas para o programa de governo de Lula.

Pesquisa Datafolha divulgada em março mostrou Lula com 43% das intenções de voto seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) — veja a pesquisa completa.


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Articulação

A declaração de apoio encontrava resistência interna de filiados contrários à aproximação com o PT. Entre os membros que demonstraram insatisfação em declarações públicas estão a ex-ministra Marina Silva e a ex-senadora Heloísa Helena, que já foram filiadas ao PT. As duas não marcaram presença no ato.

Segundo Wesley Diógenes, porta-voz da Rede (o equivalente a presidente na estrutura interna do partido), o evento representa que a maioria do partido está alinhada a Lula. ?Há contrários e é importante dizer que nós respeitamos. Todo esse encontro demonstra que quase a totalidade do partido está com Lula. Enxergamos a candidatura do PT como a única capaz de superar o que estamos vivendo?, disse.

Para driblar os atritos internos, Diógenes afirmou que a Rede aprovou uma resolução que permite filiados declarar apoio a candidatos diferentes dos definidos pela direção nacional do partido. Há também um artigo que prevê situações como essas no estatuto, documento que prevê regras de funcionamento, da federação partidária entre Rede e PSOL.

O estatuto da federação diz que os partidos ?mantêm suas respectivas autonomias, de acordo com os ditames da Constituição Federal, e poderão, mediante decisão de suas direções nacionais, deliberar acerca de posicionamento público de filiado que divirja da orientação eleitoral da federação?.

?Temos esses dois dispositivos para os insatisfeitos apoiarem, por exemplo, Ciro [Gomes]. Temos respeito por eles e eles por nós”, completou.

O documento entregue a Lula

A Rede sugere que, em um eventual governo, Lula aprove, “com urgência, uma reforma tributária sustentável e progressista”. A proposta, segundo as lideranças, deve ser baseada nos “princípios da simplificação do sistema, da progressividade, da transparência, do equilíbrio federativo e da sustentabilidade e transição para a economia de baixo carbono”.

O partido sugere ainda que Lula inclua no programa de governo o compromisso compromisso acabar a criação de alíquotas progressivas para um imposto sobre herança e doações; alíquotas entre 0,5% e 1% para o imposto sobre grandes fortunas ? que será cobrada em riqueza superior a R$ 10 milhões. A Rede ainda sugere que o PT se comprometa a acabar com a isenção total de lucros e dividendos no imposto de renda e dos juros sobre capital próprio.

Além disso, as lideranças pedem que Lula se comprometa comprometa a aprovar “direitos trabalhistas para os trabalhadores de aplicativos”, mas não defende uma revogação da reforma trabalhista. Outro ponto é a defesa da promoção de um “dia do revogaço”, revogando todos os decretos e portarias anti-indígenas e antiquilombolas do governo Jair Bolsonaro, e a criação do Ministério da Causa Indígena ? já defendida por Lula no início do mês.

Fonte G1 Brasília

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