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Relação Bolsonaro-Roberto Jefferson beira duas décadas e inclui emprego para filho do presidente

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Ainda que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tente se desvincular de Roberto Jefferson (PTB) depois de o deputado federal cassado atacar a tiros e granadas policiais federais, a relação dos dois foi iniciada há quase 20 anos.

Jefferson fez campanha aberta ao longo de 2022 pela reeleição de Bolsonaro, mesmo ele próprio tendo tentado concorrer à Presidência ? o TSE invalidou sua candidatura.

Em seu lugar, o PTB de Jefferson colocou Padre Kelmon como candidato. Ele fez dupla com Bolsonaro no debate da TV Globo ao bater boca com Lula (PT).


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Ele e Bolsonaro chegaram a trocar papeis nos bastidores e, neste fim de semana, o presidente agradeceu Kelmon por ser um “padre que caiu no céu” ? isso antes do caso envolvendo Roberto Jefferson.

Um dos pontos iniciais da proximidade entre os dois envolve o primeiro emprego político para o filho 03 de Bolsonaro. Jefferson contratou Eduardo, então com 18 anos, para ser seu assessor em 2003, como revelou a BBC Brasil.

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Isso ocorreu quando o agora deputado federal por São Paulo era universitário de Direito e vivia no Rio de Janeiro, mesmo com um cargo de atuação obrigatória em Brasília. O salário era de R$ 9,8 mil.

Nesta época, Jair Bolsonaro já era deputado federal e estava filiado justamente ao PTB de Roberto Jefferson. Foram dois anos no partido, até 2005, quando ingressou no PFL e depois, no mesmo ano, ao PP ? Bolsonaro já esteve em dez partidos diferentes.

Em um vídeo que circula as redes sociais, o já presidente Bolsonaro recebe Graciela Nienov, que presidiu o PTB entre 2021 e 2022. Ele comenta sobre a relação com o partido e Roberto Jefferson.

“Tenho uma longa história com o Roberto Jefferson também, já fui do PTB. E, obviamente, partido que nos apoia estará junto conosco… Ou melhor, continuará junto conosco ao longo desse ano e de outros anos também”, afirmou o presidente.

A afinidade entre os dois inclui a defesa do armamento da população. Roberto Jefferson propôs em 2005, enquanto deputado, um projeto de lei que beneficiaria advogados.

“Com o advento do estatuto do desarmamento, os advogados ficaram totalmente desprotegidos. A proibição para o porte de arma de fogo atingiu em cheio esta nobre classe de profissionais que, se forem apanhados portando arma de fogo, serão presos”, defendeu Jefferson.

Assim que assumiu a presidência, em 2019, Bolsonaro assinou decretos com essa finalidade e gerou o crescimento de armas nas mãos dos colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) — entre eles, Roberto Jefferson.

Antes de se filiar ao PL para disputar a reeleição, Bolsonaro recebeu convite para voltar ao PTB em julho de 2020, ainda quando estava sem partido.

Roberto Jefferson divulgou um vídeo em que conta que, em uma visita ao ministro Luiz Eduardo Ramos, da secretaria-Geral da Presidência, fez o convite formal para Jair voltar ao partido. O que não aconteceu.

Presidente da sigla, ele disse na gravação que o PTB “é uma resposta aos partidos comunistas e socialistas que se apresentam como os únicos representantes do trabalhador”. “Somos os leões conservadores, somos o rugido da vida, somos o rugido da liberdade. Força e vitória”.

A posição de Bolsonaro mudou drasticamente com o caso do domingo (23). O presidente disse que quem ataca policiais é “bandido”, ao se referir ao caso do aliado.

Fonte G1 Brasília

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