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Relator apresenta novo parecer, e Câmara inicia discussão sobre reforma tributária

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O relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou na noite desta quarta-feira (5) uma nova versão do seu parecer sobre a proposta. Com isso, os deputados deram início à fase de discussão do texto.

A etapa faz parte do rito de análise da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pelo plenário da Casa e precede a votação dos parlamentares.

À GloboNews, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que pretende esgotar as discussões para tentar votar a PEC em primeiro turno nesta quinta-feira (6). Para aprovar esse tipo de proposta, são necessárias duas rodadas de votação.

Em linhas gerais, a proposta inicial prevê a unificação de cinco tributos:

  • IPI, PIS e Cofins (federais);
  • ICMS (estadual);
  • e o ISS (municipal).

Pelo texto disponibilizado há duas semanas, esses tributos deixariam de existir. No lugar, seriam criados dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) ? um gerenciado pela União, e outro com gestão compartilhada entre estados e municípios.

O relator da reforma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), passou mais um dia em reuniões com setores interessados no texto e com as bancadas partidárias.

Ao lado de Lira, Ribeiro tenta ampliar a margem de apoios para aprovar a proposta. O presidente da Casa também se reuniu com parlamentares na manhã desta quarta.

?É importante arredondar alguns textos ainda. Nós estamos finalizando a questão do Conselho Federativo que, na minha visão, tem que ser o mais técnico possível, com menos ingerência de autonomia possível?, afirmou à GloboNews.

Ao menos três pontos ainda estavam em discussão na Câmara:

  • paridade no Conselho Federativo: pela reforma, o órgão vai centralizar a arrecadação do IVA subnacional, que vai substituir ICMS e ISS, e dividir entre estados e municípios. O conselho será formado por representantes de estados e das regiões, mas ainda não foi definido como será a paridade ? ou seja, como será o peso de votação de cada representante. Governadores do Sul e Sudeste, que representam sete estados, temem que os estados do Norte e Nordeste, com 16 estados, tenham um poder maior de decisão.
  • fase de transição: os governadores também pedem uma transição dos atuais impostos (ICMS e ISS) ao IBS (o IVA estadual e municipal) mais paulatina, em um prazo maior, podendo começar somente em 2033 ? ao término dos benefícios fiscais já concedidos. A primeira versão do substitutivo prevê que essa transição seria feita entre 2029 e 2032.
  • e o Fundo de Desenvolvimento Regional: o valor e a forma de distribuição do fundo, a ser pago pela União para estados e municípios, também estão em discussão. Há divergências entre os governadores a respeito da divisão dos recursos. As lideranças têm defendido formatos que beneficiem o próprio estado. São Paulo, por exemplo, defende que seja considerado o número de pessoas atendidas pelo Bolsa Família no chamado Cadastro Único (Cadúnico).

Por se tratar de uma alteração na Constituição, a reforma precisa de votação em dois turnos com, no mínimo, 308 votos favoráveis.

Vencido o texto-base, os parlamentares ainda podem analisar os destaques (sugestões pontuais de alteração no texto principal).

A proposta


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A versão da proposta, apresentada pelo relator há duas semanas (relembre no vídeo acima), deverá sofrer modificações no parecer disponibilizado por Aguinaldo Ribeiro nesta noite. O texto inicial tem como principais pontos:

  • substituição de impostos federais e estaduais por cobrança única;
  • alíquota reduzida para saúde, educação e cesta básica;
  • “cashback” (devolução de impostos) para classes menos favorecidas;
  • e cobrança de IPVA para jatinhos, iates e lanchas.

O principal objetivo da reforma tributária é simplificar a cobrança dos impostos no país. Políticos avaliam como fundamental a medida para destravar a economia e impulsionar o crescimento e a geração de empregos.

Por outro lado, setores como o de serviços e comércio temem uma carga tributária mais alta em suas atividades.

Entre outros pontos, a PEC também prevê:

  • isenção para medicamentos específicos, como os utilizados para o tratamento contra o câncer;
  • e redução de 100% da alíquota do IVA federal sobre serviços de educação de ensino superior.

LEIA MAIS:

Cesta básica

Nas últimas semanas, o debate em torno da proposta passou por um tema que mexe diretamente com a vida da população mais pobre: o possível impacto dos impostos unificados sobre os preços dos itens da cesta básica.

Críticos da proposta levantaram a possibilidade de que o valor da cesta básica poderia aumentar com o texto.

Aguinaldo Ribeiro, no entanto, afirmou que a cesta básica será preservada nas mudanças aprovadas pela Câmara ? ou seja, não terá aumento da carga tributária. Veja no vídeo abaixo:


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Uma das propostas em mesa prevê a criação de uma cesta básica nacional padronizada. Com isso, segundo os defensores da ideia, seria possível reduzir ainda mais a tributação desses itens, que seriam alvos de uma regra específica.

Fonte G1 Brasília

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