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Rússia obriga moradores de região conquistada da Ucrânia a adotar o rublo

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As forças da Rússia na Ucrânia introduziram o rublo como moeda na região da cidade de Kherson neste domingo (1º), embora também permita o pagamento com a moeda ucraniana. Os russos buscam estabelecer o domínio nas regiões que o exército já dominou.

Foi Kirill Stremousov, que governa Kherson, que anunciou que a cidade seria “integrada à zona do rublo”, segundo a agência estatal russa RIA Novosti.

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Ele anunciou um um período de quatro meses durante o qual a moeda ucraniana poderá ser utilizada, mas depois disso acontecerá uma mudança completa para o rublo.

A Ucrânia reconheceu que as forças russas capturaram várias cidades na região do Donbass e pede ao Ocidente mais ajuda militar para reforçar suas defesas.

Uma área do ministério da Defesa russo na região de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia, sofreu um incêndio, que deixou um ferido, segundo o governo local.

Conflito no leste

A essa altura da guerra, o conflito está concentrado no leste e no sul da Ucrânia, embora os bombardeios russos continuem em todo o país, principalmente com o objetivo de destruir infraestruturas e vias de abastecimento.

Para os russos, a conquista total da cidade portuária de Mariupol permitiria unir os territórios conquistados no sul, em particular a península da Crimeia, anexada em 2014, com as repúblicas separatistas pró-Rússia de Donetsk e Lugansk, ao leste (veja mais sobre Mariupol abaixo).

No flanco leste o exército russo é numericamente superior ao adversário ucraniano e tem melhores equipamentos de artilharia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou no sábado que os russos “acumularam reforços na região de Kharkiv, tentando aumentar a pressão no Donbass”.

Esta é a segunda fase do que a Rússia chama de “operação militar especial”, após a retirada das tropas de Moscou do norte da Ucrânia e da região de Kiev.

Um comandante militar ucraniano relatou ao chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, Mark Milley, sobre a “situação difícil no leste, particularmente nas áreas de Izium e Sieverodonetsk, onde o inimigo concentrou esforços máximos”.

Kharkiv foi cenário de muitos bombardeios no sábado. As forças ucranianas também reconquistaram territórios nos últimos dias, em particular ao redor da cidade.

Uma das áreas recuperadas foi o vilarejo de Ruska Lozova, que de acordo com os moradores permaneceu sob ocupação por dois meses.

Civis foram retirados de Mariupol


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Quase 100 civis foram retirados do complexo siderúrgico de Azovstal, que é usado como o último reduto das forças ucranianas na cidade de Mariupol.

O local também abriga civis que se refugiaram lá. A saída de uma parte deles foi anunciada neste domingo (1º) pelo presidente Volodymyr Zelensky.

A ONU confirmou que uma “operação de retirada estava em curso” em Azovstal, em coordenação com a Cruz Vermelha, com as tropas russas e com as forças ucranianas, sem revelar mais detalhes.

Mariupol, no sul do país, que é controlada pela Rússia, a única área que ainda está sob domínio de ucranianos é a usina siderúrgica.

As condições de vida na rede de túneis sob a siderúrgica foram descritas como brutais. Analistas acreditam que centenas de civis permanecem ao lado de combatentes ucranianos no complexo. Os esforços anteriores para a retirada de civis haviam fracassado.

Zelensky afirmou que na segunda-feira ele vai se encontrar com os primeiros civis que foram retirados de Azovstal em Zaporizhzhia.

O ministério russo da Defesa informou que 46 civis saíram do local no sábado em dois grupos.

Bombardeio

O Papa Francisco fez menções a Mariupol neste domingo. “Meus pensamentos estão com a cidade ucraniana de Mariupol, cidade de Maria, bombardeada e destruída de forma bárbara. Eu reitero meu pedido de abertura de corredores humanitários seguros”, disse ele, no Vaticano.

Imagens de satélite da empresa americana Maxar registradas na sexta-feira mostram a devastação em Mariupol, com Azovstal praticamente destruída.

A invasão iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro deixou milhares de mortos e milhões de deslocados. Os países ocidentais e seus aliados se mobilizaram para entregar ajuda bélica à Ucrânia e adotaram duras sanções contra a Rússia.

“Não se deixem intimidar por ‘bullies'”, afirmou a presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, em uma entrevista na Polônia depois de visitar a Ucrânia no sábado, onde se encontrou com o presidente Zelensky.

Pelosi ocupa o terceiro cargo de representação mais importante dos Estados Unidos, depois do presidente e da vice-presidente. Ela expressou a solidariedade inequívoca de seu país com a Ucrânia.

“O governo dos Estados Unidos é um líder no sólido apoio à Ucrânia na luta contra a agressão russa”, disse o presidente ucraniano em uma mensagem que inclui um vídeo que o mostra no momento em que recebeu Pelosi e a delegação do Congresso na entrada da sede da presidência em Kiev.

Zelensky celebrou os “sinais muito importantes” apresentados pelos Estados Unidos e o presidente Joe Biden, que pediu na quinta-feira ao Congresso US$ 33 bilhões adicionais para a Ucrânia, dos quais US$ 20 bilhões serão destinados a armamento, quase sete vezes mais do que a quantidade de armas e munições já fornecidas à Ucrânia desde o início da invasão russa.

Pelosi prometeu que vai trabalhar para a aprovação da proposta.

Veja vídeos para entender o conflito entre Rússia e Ucrânia

Fonte G1 Brasília

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