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Técnico do Luverdense desde a temporada passada, Wagner Lopes carrega no currículo um capítulo singular do futebol internacional. Antes de iniciar a carreira à beira do campo, o ex-atacante foi personagem importante da campanha que levou o Japão, pela primeira vez, a uma Copa do Mundo, em 1998, na França.
Natural de Franca, no interior de São Paulo, Wagner iniciou a trajetória no futebol no São Paulo e integrou o grupo conhecido como Menudos do Morumbi, em 1986 e 1987. Reserva de Careca em um elenco jovem e competitivo, deixou o clube ainda no início da carreira. Segundo ele, a saída foi orientada pela diretoria tricolor.
? Sou de uma família pobre, humilde, meus pais eram lavradores, tenho oito irmãos e sou o caçula. O São Paulo me proporcionou me tornar profissional. Com 18 anos, o Careca era o titular, um jogador acima da média, que a gente se espelhava. Eu queria jogar, mas ele era muito melhor. O doutor Juvenal Juvêncio me falou para ir ao Japão por três anos e depois voltar. Acabei ficando 17 ? relembrou ao ge.
Do Morumbi ao Oriente
A ida ao Japão, ainda no fim da década de 1980, colocou Wagner em um futebol que passava por um processo inicial de profissionalização. No Nissan Motors (atual Yokohama Marinos), seu primeiro clube, encontrou uma realidade distante da brasileira.
? Eu tive um treinador que me falou que poderia fazer 100 gols no campeonato, mas se não aprendesse japonês, ele me mandaria embora ? contou.
Antes da criação da J-League, em 1993, o cenário era instável. A estrutura começou a se consolidar com a profissionalização do campeonato nacional e a chegada de jogadores estrangeiros de renome, como Zico. Com passagens por clubes como Kashiwa Reysol e Honda, Wagner se firmou no país e passou a considerar a naturalização japonesa.
O processo levou cerca de quatro anos e incluiu provas escritas, avaliações orais e o cumprimento de obrigações fiscais. Em 1997, a cidadania foi confirmada ? passo decisivo para a convocação à seleção japonesa.
Protagonismo nas Eliminatórias
A entrada de Wagner Lopes na seleção ocorreu em um momento delicado. O Japão ainda carregava o trauma da eliminação para a Copa de 1994, após sofrer um gol do Iraque nos minutos finais da última partida das Eliminatórias.
? A seleção japonesa estava em um momento difícil, sem fazer gols, perdendo muitos jogos. A imprensa dizia que não havia chance de classificação ? afirmou.
Convocado para a fase final das Eliminatórias, Wagner disputou seis partidas e marcou três gols, tornando-se peça importante na campanha que levou o Japão ao playoff intercontinental contra o Irã. A vaga foi definida em um jogo dramático, vencido por 3 a 2, com gol de ouro de Masashi Nakayama, resultado que garantiu a primeira participação japonesa em Copas do Mundo.
Um toque para a eternidade na Copa de 98
Na França, o Japão caiu no Grupo H, ao lado de Argentina, Croácia e Jamaica. A seleção foi derrotada nos três jogos, mas deixou um registro histórico. Na partida contra a Jamaica, Wagner Lopes deu a assistência de cabeça para Masashi Nakayama marcar o primeiro ? e único ? gol do Japão naquela edição da Copa do Mundo.
? Na Copa, no último jogo, dei a assistência para o único gol do Japão naquela Copa. Muita história boa ? resumiu.
Relembre assistência de Wagner Lopes na seleção do Japão pela Copa do Mundo de 1998
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Wagner participou das três partidas do Mundial e, no ano seguinte, voltou a defender a seleção japonesa na Copa América de 1999, no Paraguai, como convidada. Uma grave lesão no joelho o impediu de disputar a Copa de 2002, e ele encerrou a carreira como jogador aos 33 anos.
Carreira como treinador e Luverdense
Após a aposentadoria, Wagner Lopes seguiu no futebol como treinador. Iniciou a trajetória como auxiliar técnico de Wagner Mancini, no Paulista, participando da campanha do título da Copa do Brasil. Depois, comandou clubes como Atlético Goianiense, Botafofo-SP, Criciúma, Goiás, Sampaio Corrêa, Paraná, Vila Nova, Vitória, entre outros, acumulando experiências em diferentes divisões do futebol brasileiro.
Desde 2025, está no comando do Luverdense, à frente da equipe no Campeonato Mato-grossense de 2026. No clube, busca aplicar conceitos que carrega desde a época de jogador.
? O esforço não é negociável. A gente quer ir longe aqui no Luverdense, fazer história, desenvolver o clube, ter cada vez mais apoiadores e torcedores. Que a comunidade tenha orgulho do time. Visto a camisa do Luverdense com muito carinho, amor e determinação ? afirmou.
Fonte GE Esportes