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Saques na poupança superam depósitos em R$ 15,4 bilhões em março, diz Banco Central

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O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 15,4 bilhões em março deste ano.

Ao todo, segundo a instituição, os saques somaram R$ 327,1 bilhões em março, enquanto os depósitos atingiram R$ 311,7 bilhões.

É a maior saída líquida (saques menos depósitos) de recursos da poupança para um mês de março já registrada na série histórica do BC. A série tem início em janeiro de 1995.

Até então, o recorde para o mês de março havia sido em 2015, quando os saques superaram os depósitos em R$ 11,4 bilhões.

Recorde no primeiro trimestre

É, ainda, o terceiro mês deste ano com mais saída de dinheiro da poupança do que entrada de recursos. Em janeiro, as retiradas superaram os depósitos em R$ 19,7 bilhões na maior saída líquida (saques menos depósitos) mensal já registrada pelo BC.

Em fevereiro, os saques superaram os depósitos em R$ 5,3 bilhões. Com isso, no primeiro trimestre deste ano, o resultado da poupança foi de uma saída líquida (saques menos depósitos) de R$ 40,4 bilhões, novo recorde histórico para o período.

No mesmo período do ano passado, a saída líquida de recursos da poupança somou R$ 27,5 bilhões, o recorde registrado até então, mas superado por este ano.

Possíveis motivos

O movimento de retirada de recursos da poupança de janeiro a março coincide com os tradicionais gastos de início de ano, como o IPVA e o IPTU, além de compras parceladas de fim de ano e gastos com férias e matrícula e material escolar.

Além disso, a inflação oficial do país — medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — acumula alta de 11,3% nos últimos 12 meses, corroendo o poder de compra dos brasileiros.

Segundo dados do IBGE, já são sete meses seguidos com a inflação em dois dígitos no acumulado em 12 meses.

Outro fator que ajuda explicar a saída líquida de recursos da poupança é a alta da taxa básica de juros, a Selic. A taxa está em 11,75% ao ano e, com isso, a tradicional caderneta de poupança segue com o retorno travado em 6,17% ao ano + TR (Taxa Referencial), perdendo para a inflação e para outras aplicações de renda fixa.


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Fonte G1 Brasília

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