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‘Se eu me baseasse por pesquisa, faria uma operação policial por semana’ , afirma Claudio Castro

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Ao mesmo tempo em que negocia com o STF prazo para aprimorar o plano de redução de mortes em operações policiais, o governador do Rio Cláudio Castro recebe de sua assessoria pesquisas indicando amplo apoio da população à manutenção da política de confronto.

Segundo o blog apurou, uma pesquisa interna encomendada pelo Palácio do Guanabara mostra mostra que 62% dos fluminenses apoiam batalhas contra bandidos armados com resultado de grande número de mortos.

“Se eu fosse me basear por pesquisas, faria mais três operações como a da Vila Cruzeiro, uma por semana”, afirmou o governador, que é candidato à reeleição.

Ele se referia à operação que deixou 23 mortos numa favela da periferia do Rio de Janeiro no início de maio e que foi classificada por entidades de direitos humanos como matança. Castro defendeu a polícia e negou massacre: “Foi combate. Quem queria massacrar a polícia eram os bandidos”, afirmou à época.

Castro vai usar os números da segurança, com indicadores de violência em queda e, principalmente, seu apoio à política de confronto como arma eleitoral contra seu principal adversário, Marcelo Freixo (PSB), cuja trajetória política sempre foi ligada à defesa dos direitos humanos.

E aqui o blog abre um parêntese: no Rio de Janeiro, a direita sempre explorou, com sucesso, a ideia de quem é a favor de Direitos Humanos automaticamente é contra o trabalho policial. As raízes são históricas: foi o que aconteceu nas eleições de 86 , quando Moreira Franco (PMDB) derrotou Darcy Ribeiro. À época, Moreira prometeu acabar com a violência em seis meses e acusava Darcy e seu partido, o PDT de Brizola, de impedir o trabalho da polícia, justamente por defender a política de Direitos Humanos. Entrou para a história política do Rio a frase “Brizola não deixa a polícia subir morro”, quando o formulador da política de segurança de Brizola, o advogado Nilo Batista esclarecia que a frase correta seria “Brizola não deixa a polícia subir o morro para desrespeitar a lei”. Fecha parênteses, com ressalva de que Castro não é Moreira, Freixo não é Darcy e os tempos são outros.

Por outro lado, Freixo tem se aproximado de lideranças das forças policiais do estado para desmontar a imagem de inimigo da polícia. Mas, num ponto, Castro e Freixo concordam: não vão recriar a Secretaria de Segurança, extinta pelo ex-governador Wilson Witzel. A extinção deu maior autonomia ao comandante da PM e ao chefe da Polícia Civil e agradou em cheio às polícias.

Em resumo: matar dá votos no Rio.

Fonte G1 Brasília

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