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Se metas fiscais ‘ousadas’ forem cumpridas, governo entrega ‘situação resolvida’ em 2026, diz secretário do Tesouro

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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (19) que as metas fiscais do novo arcabouço para as contas públicas são “ousadas” ? e admitiu que há risco de que não sejam cumpridas.

Ceron disse no entanto que, mesmo que o governo não atinja os índices esperados de resultado primário (diferença entre receita e despesa, sem contar os juros da dívida), haverá uma estabilização da dívida. O que muda, nesse caso, é o prazo do resultado.

“Buscamos um caminho mais intenso para buscar isso [ao definir metas ousadas]. Se for possível cumprir essa trajetória de primário, chegamos em 2026 com a situação resolvida. Se não acontecer em sua integralidade, ajuste é mais longo, mas acontece”, declarou, em entrevista ao Conexão GloboNews.

Com o cumprimento das metas fiscais, a área econômica diz que a dívida pública para de crescer em 2026. Sem o seu atingimento, diz Rogério Ceron, do Tesouro Nacional, a estabilização viria mais adiante, até 2029.

As metas fiscais foram fixadas com base em um intervalo de tolerância. O objetivo do governo e voltar a apresentar resultado positivo em suas contas já no próximo ano. Veja no gráfico abaixo, que mostra o resultado como uma porcentagem do PIB:

Metas e gatilhos

De acordo com a proposta de arcabouço fiscal, caso as metas fiscais não sejam cumpridas, seria acionado um “gatilho” limitando o crescimento das despesas a 50% do aumento das receitas (contra a regra normal de um aumento maior, de 70%).

“Se não conseguirem recuperar as receitas do plano de voo, vai demorar um pouco mais de tempo [para estabilizar a dívida]. Mas o relevante é a incerteza que haveria um descontrole de gastos e trajetória explosiva da dívida, saiu da discussão. Limite de gastos existe e a trajetória da divida vai se estabilizar em algum momento”, declarou Ceron, do Tesouro Nacional.

Fonte G1 Brasília

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