REDES SOCIAIS

18°C

Seduc aponta má gestão da unidade escolar e mantém proposta de militarização

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

image

O secretário estadual de Educação, Alan Porto.

Em entrevista nesta terça-feira (14), o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, afirmou à imprensa que a nova diretoria da Escola Estadual Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, está conversando com pais de alunos e toda a comunidade escolar sobre o processo de militarização da unidade.

Porto destacou que quem decidirá sobre a militarização será a comunidade, destacando que a diretora designada pela Seduc recebeu tanto pais que são favoráveis quanto aqueles que são contrários. Conforme Alan, a diretora está na escola para “pacificar” o ambiente, diminuindo a tensão provocada pela reunião que terminou em confusão no mês de janeiro e ouvindo pais e professores.

“Estamos conversando com a comunidade. Eu falei aqui, que escolas militares têm poucas mudanças nela, porque o currículo da escola permanece o mesmo, os professores da educação é o mesmo, o recurso que vai para aquela escola é o mesmo. Então, a diretora Valderice está fazendo um trabalho de excelência, conversando com a comunidade, conversando com o grêmio estudantil, orientando e explicando como funciona. Se for o desejo dos estudantes e dos pais ou responsáveis de colocar aquela unidade militar, isso vai ser feito”, afirmou.

Conforme o secretário, só a comunidade escolar decidirá se ainda é possível implantar a gestão militarizada em 2023, considerando que o ano letivo teve início no último dia 6 de fevereiro.

“Vamos escutar os profissionais, os responsáveis e os estudantes. Vamos consultar a comunidade porque são eles quem decidem. Se eles desejarem que a unidade tem que ser transformada, será transformada. Se desejar que não seja, ela não será transformada”, apontou.

Questionado sobre o porque da Secretaria de Educação não buscar outra unidade escolar de Várzea Grande para a militarização, visto a resistência de alguns pais da Escola Adalgisa, Alan reforçou que caso a militarização da escola não seja aprovada, a Seduc seguirá em busca de outra escola da Rede Estadual de Ensino que queira o modelo educacional.

Entretanto, Alan Porto foi questionado pelo deputado Lúdio Cabral (PT) sobre a falta de índice de violência na escola, argumentou que a audiência realizada em janeiro foi conduzida por um “locutor de rodeio”, que não pertencia à comunidade escolar. O deputado também destacou que a Seduc não respeitou a própria lei de transformação, considerando que o desejo pela militarização da Adalgisa de Barros deveria nascer da própria comunidade.

“Tem que respeitar a lei, a vontade, o desejo tem que nascer da comunidade. A Lei 11.277 é muito clara em seu artigo 5º, que a iniciativa de transformação tem que nascer da comunidade escolar”, destacou o deputado.

MÁ GESTÃO

ESCOLA ADALGISA.jpg

Escola Estadual Adalgisa de Barros, no bairro Jardim Aeroporto, em Várzea Grande.

Durante a audiência pública que decidiria a militarização da Escola Estadual Adalgisa de Barros, em 24 de janeiro deste ano, o secretário Alan Porto expôs as condições encontradas na escola. Segundo o secretário, a nova diretora atribuída pela Seduc assumiu a unidade escolar com vários problemas, causados por má gestão do local.

“Não tinha limpeza adequada, chromebooks que estavam encaixotados, que poderiam servir para atendimento dos nossos estudantes. Tínhamos na unidade escolar livros e materiais didáticos que poderiam entregar para os nossos estudantes e não foram entregues. Tínhamos uniformes que não foram entregues. Parece que era uma prática da escola vender o uniforme, esse uniforme não é para vender. O uniforme é gratuito”, destacou.

Porto expôs ainda situações mais graves da gestão anterior, como falta de manutenção dos banheiros e filtros vencidos sendo usados para a filtragem da água consumida pelos estudantes.

“Encontramos 13 ar-condicionados novos encaixotados, uma infraestrutura que não corresponde como a Educação precisa. Tinha R$ 90 mil em conta, que a escola poderia tomar providência de pintar. Tinha inclusive filtros de água que não eram trocados. Foi verificado pela gestão escolar que aqueles filtros estavam todos vencidos. Imagina a água de consumo para estes estudantes”, argumentou.

Fonte: Isso É Notícia

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS