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Sem Moro, ‘tendência’ do Podemos é ter candidatura própria, diz presidente do partido

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A presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), disse nesta quarta-feira (27) que a “tendência maior” é que a sigla lance sua candidatura própria nas Eleições de 2022. A Executiva Nacional do partido se reuniu nesta quarta-feira (27), em Brasília, para discutir a possibilidade, mas não chegou a um consenso.

O partido tinha, até o final de março, o ex-juiz Sergio Moro como pré-candidato à Presidência. No entanto, em uma decisão que pegou os dirigentes ?de surpresa?, Moro deixou a legenda e anunciou a filiação ao União Brasil.


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“A minha posição pessoal é que o Podemos deve oferecer uma alternativa à polarização. Está bem dividido, com uma tendência maior que a gente deva apresentar uma alternativa, mesmo que isso represente uma ideia nova para levar o conceito do podemos“, disse Abreu.

O partido ainda busca qual posição irá adotar nas eleições deste ano.

?Existe um sentimento de participar da viabilização da terceira via no país, inclusive com a possibilidade de propor um nome também para estar neste grupo?, disse Abreu.

Entre os nomes colocados durante a reunião estão o do senador Alvaro Dias (PR) e do ex-ministro Santos Cruz.

Segundo Renata Abreu, a ideia é que outros nomes se coloquem à disposição do partido para que seja discutido até julho, prazo das convenções partidárias, o candidato que encamparia o projeto.

?Cautela?

Cotado pelo partido para sair candidato, Alvaro Dias pregou ?cautela? durante a reunião e defendeu que a legenda espere definição do MDB, PSDB, Cidadania e União Brasil para escolher qual rumo irá tomar nas eleições deste ano.

Os quatro partidos dizem que vão anunciar em 18 de maio uma chapa de consenso em busca de quebrar a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT).

?Acho que temos que ter cautela neste momento. Nós fizemos uma aposta numa candidatura e perdemos essa aposta. Não podemos nos precipitar. Eu fui contra uma participação do Podemos nessas discussões do centro democrático porque vejo uma lambança aqui e outra ali, uma confusão que desgasta, e o nosso partido tinha que se preservar desse desgaste. E, como estamos verificando, acho que não estávamos errados quando adotamos essa posição?, afirmou o senador Alvaro Dias (PR) durante o encontro.

Dias era um dos principais articuladores da candidatura de Moro. Em entrevista nesta segunda (24), Moro apresentou justificativas para a mudança de partido e afirmou que o Podemos estava ?alijado? das discussões em torno da construção de uma terceira via e que não encontrou no partido as ?condições objetivas? para vencer a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

No encontro, o senador Eduardo Girão (CE) também defendeu uma candidatura própria.

?Tudo está perdido por que o Moro saiu do partido? Vamos abaixar a cabeça e entregar os pontos? O nosso papel é esse? Acredito que não?, discursou o senador.

Santos Cruz ?à disposição?

A Presidente do Podemos, a deputada Renata Abreu (SP) afirmou que o general da reserva e ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz colocou o nome à disposição para disputar a Presidência da República.

Santos Cruz se filiou ao partido em novembro do ano passado e, na ocasião, não anunciou a qual cargo iria concorrer ou se seria candidato nas eleições deste ano.

?Desde o momento em que o Sergio Moro se filiou, o general sempre colocou o nome dele à disposição de qualquer projeto necessário para consolidar essa alternativa para o país. Tanto no Rio de Janeiro, como em Brasília e agora também falou: ?Se precisar, sou candidato também, porque a gente não pode deixar passar esse momento em branco sem oferecer nomes para o Brasil, alternativas??, disse a presidente do Podemos.

Presente no encontro, Santos Cruz discursou contra o ?fanatismo? e as ?fake news? e disse que, quando entrou no governo Bolsonaro, percebeu que o desrespeito estava sendo instituído no Brasil e começou a ser implantado ?de maneira sistemática e exemplar?.

?Hoje minha motivação é a polarização. Um país de 200 milhões de habitantes, 32 partidos políticos, com duas opções. A classe política não apresentar no mínimo mais uma ou duas opções é quase uma desconsideração com a nossa população, tem que ter três ou quatro opções?, discursou, ao justificar o motivo de ter ingressado na política.

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Fonte G1 Brasília

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