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TikTok derruba temporariamente vídeo em que Bolsonaro fala sobre pandemia em entrevista ao JN

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O TikTok bloqueou na manhã desta terça-feira (23) um vídeo publicado no perfil do g1 em que o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) respondia a uma pergunta sobre pandemia feita a ele durante a entrevista ao ?Jornal Nacional? nesta segunda-feira (22).

O vídeo voltou ao ar por volta das 15h. Nele, o presidente falou sobre as mortes registradas no Brasil durante pandemia de Covid-19, o uso de dinheiro público para comprar remédio comprovadamente ineficaz contra a doença e vacinas. Segundo o Tiktok, o conteúdo violava regras da empresa. A plataforma, porém, não especificou qual regra foi violada. Veja o vídeo:


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Segundo o TikTok, o trecho foi derrubado de forma automática pela manhã e voltou ao ar à tarde após revisão feita por uma equipe de moderadores. O TikTok informou que, após a revisão, verificou que a diretriz automática que derrubou o vídeo ?não se aplica, já que se trata de um perfil noticioso e um vídeo com uma entrevista de um jornal e veículo de credibilidade, como é o Jornal Nacional/Tv Globo”. “Portanto, o banimento que aconteceu não se aplica a esse caso.?

O vídeo que saiu do ar é um dos dez publicados pelo g1 em seu perfil no TikTok na segunda-feira à noite, entre 21h e 23h. Assistidos em conjunto, possibilitaram ao internauta ver a íntegra da entrevista do presidente ao Jornal Nacional.

Mentiras e distorções

Ao longo de 8 minutos, Bolsonaro fez pelo menos cinco declarações falsas checadas pela equipe do Fato ou Fake. A primeira ao dizer que os efeitos colaterais das vacinas contra Covid-19 são desconhecidos – todos são públicos e registrados na Anvisa. Em seguida, afirmou que não errou em nada do que falou sobre a pandemia – mas cometeu, sim, uma série de erros nas declarações sobre máscaras, vacinas e tratamento precoce, por exemplo.

Bolsonaro também tentou lançar dúvidas que tinha imitado uma pessoa com falta de ar. Em duas lives, em 18 de março de 2021 e em 6 de maio do mesmo ano, o presidente simulou um paciente sem oxigênio. A falta de ar era um sintoma comum de Covid em 2020 e em 2021, no pior período da pandemia.

O candidato ainda repetiu uma mensagem falsa que circula desde o início da pandemia, dizendo que as pessoas se contaminam mais em casa do que na rua por causa do isolamento social, segundo o governador de Nova York. A frase do então governador Andrew Cuomo foi distorcida. Também afirmou que o lockdown no Brasil durou mais de um ano, sendo que as medidas de restrição foram mais leves que em outros países e duraram no máximo alguns meses. Por último, disse que o governo demorou apenas 48 horas para enviar cilindros de oxigênio a Manaus, quando na verdade a cidade ficou nove dias ser receber o insumo.

Fonte G1 Brasília

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