Na manhã desta terça-feira, o plenário da Câmara Municipal de Cuiabá foi palco de um embate político que expôs discrepâncias nas declarações do prefeito Abílio Brunini e da vereadora Samanta Brunini. Em um discurso firme, embasado em dados concretos, o vereador Dídimo Vovô desafiou o casal a estudar melhor a realidade das creches no município e a evitar a disseminação de informações inverídicas sobre a alimentação das crianças.
No cerne da controvérsia está a afirmação do prefeito e de sua esposa de que 30 mil crianças teriam passado fome nas creches por falta de café da manhã—a qual o vereador prontamente desmentiu com dados oficiais. Segundo Dídimo Vovô, o número real de crianças matriculadas nas creches de Cuiabá é pouco superior a 9.650, e mesmo somando os municípios vizinhos, como Várzea Grande, Santo Antônio, Livramento, Jangada e Acorizal, o total ainda não se aproxima da cifra alegada pelo casal Brunini.
O vereador, em um discurso marcado pela precisão e coerência, não apenas rechaçou as alegações infundadas, como também expôs o que considera uma tentativa de manipulação da opinião pública. “A população cuiabana está cansada de mentiras”, afirmou, ressaltando a importância de uma administração baseada na verdade e na responsabilidade política.
Além de desconstruir a narrativa inflada sobre a crise alimentar nas creches, Dídimo Vovô também destacou que o projeto que trata da valorização dos profissionais da educação e da alimentação escolar já havia sido aprovado no ano passado, mas foi vetado pelo prefeito. Agora, segundo ele, a matéria retornará à pauta da Câmara para uma nova apreciação.
A postura do vereador reflete um compromisso com a transparência e o zelo pelo bem-estar da população. Ao desafiar o prefeito e sua esposa a embasarem suas declarações em números reais, Dídimo Vovô reafirma seu papel de fiscalizador, destacando-se como um dos principais defensores da verdade no legislativo cuiabano. O episódio evidencia que a política deve ser exercida com responsabilidade e que os fatos, e não a retórica, devem guiar o debate público.