O candidato à reeleição, senador Wellington Fagundes (PL), teceu duras críticas ao seu adversário, Neri Geller (PP), e enfatizou que os ataques protagonizados pelo progressista não passam de uma “cortina de fumaça” para camuflar os próprios problemas enfrentados na Justiça.
De acordo com o liberal, ele enxerga a delação exposta por Geller — que aponta o recebimento de uma suposta propina no valor de R$ 1 milhão por Fagundes — como um “esperneio” de quem está em processo de cassação.
“Ele divulgou esse documento exatamente no dia em que ele foi cassado pela Justiça, isso não passa de um esperneio de quem está em um processo de cassação. Pra mim, isso é um cortina de fumaça criada para desviar a atenção da população, porque quem está respondendo processo, é ele, quem está com problemas na Justiça é ele”, disse nesta sexta-feira (9).
Além disso, Wellington fez questão de citar que em seu programa eleitoral, ele é o único candidato ao Senado em que aparece ser “fecha limpa”.
“Todos conhecem a minha vida, não respondo a nenhum processo, sou o único candidato em o programa eleitoral já começa mostrando “candidato ficha limpa”. Tenho todas as minhas contas aprovadas na Justiça Eleitoral e qualquer questionamento sempre decidido de forma que o Wellington nunca respondeu e não responde nenhum processo na Justiça, tudo o que me acusaram, não passa de um desespero do adversário. Eu tenho todas as certidões e olha só, não é fácil você encontrar um político com a vida e mandatos que eu tenho e não ter nenhum processo”, declarou em entrevista ao Programa Tribuna.
A cassação
Geller respondia por abuso de poder econômico, referente às eleições de 2018, quando foi eleito à Câmara Federal.
A ação estava sob a relatoria do ministro Mauro Luiz Campbell e foi seguida por unanimidade.
No processo, o Ministério Público, argumentou que o progressista havia realizado doações na campanha de 2018, que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão em favor de 11 candidatos que concorreram ao cargo de deputado estadual. E durante sua própria campanha, seus gastos chegaram a R$ 2,4 milhões.
Ao somar as doações e o custo de sua campanha, ultrapassaram o limite, que à época, era de R$ 2,5 milhões para cada deputado federal.
Delação premiada
Após ter seu mandato cassado nesta terça-feira (23) e ficar inelegível por 8 anos, Neri apresentou uma delação premiada contra Fagundes, onde o liberal teria recebido cerca de R$ 1 milhão em propina.
O documento em questão se trata de um depoimento de Pierre François Amaral de Moraes, onde aponta que Fagundes recebeu R$ 1 milhão em propina para sua campanha ao Senado Federal.
Conforme o relator, metade do dinheiro foi entregue ao filho Wellington em uma caixa de vinho. Datado em 2018 na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários, na declaração, o empresário diz que intermediou a conversa entre Wellington e o então governador Silval Barbosa, que teria “repassado” o valor de R$ 1,5 milhão em propina.
De acordo com a denúncia, o valor foi repassado de forma “parcelada”, a primeira entrega do montante de R$ 500 mil foi realizada no apartamento do então deputado, a segunda, teria sido entregue ao filho de Wellington, em Rondonópolis, com o dinheiro em espécie dentro de uma caixa de vinho.
Fonte: Isso É Notícia