O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (26) que peritos da corporação já tiveram acesso ao material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master.
Realizada no dia 14 de janeiro, a segunda fase mirou Daniel Vorcaro, familiares e pessoas ligadas ao banqueiro, com o cumprimento de uma série de mandados de busca e apreensão.
Em uma decisão incomum, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, em um primeiro momento que o material apreendido ? composto por documentos, celulares e computadores ? deveria ser encaminhado à Corte e não à PF, como é a praxe.
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Posteriormente, Toffoli mudou de posição e determinou o envio do material apreendido à Procuradoria-Geral da República (PGR). Investigadores da PF demonstraram, então, preocupação com a possibilidade de prejuízo às apurações sobre o caso.
Diante disso, o ministro do STF fez um novo despacho, mas restringiu o acesso a somente quatro peritos da Polícia Federal.
Nesta segunda, em entrevista após cerimônia de abertura de curso de formação de novos policiais federais, Andrei Rodrigues foi questionado sobre a situação. Ele afirmou que não houve prejuízos à apuração com as idas e vindas de Toffoli no caso.
“Nossos peritos já tiveram acesso, a gente teve acesso [ao material apreendido na segunda fase da Compliance Zero], a instrução segue regular. Não há nenhum prejuízo nesse caso”, afirmou o diretor-geral da PF.
Atuação de Toffoli é criticada
Medidas tomadas por Toffoli no caso Master, consideradas incomuns, geraram críticas nos meios político e jurídico.
Além disso, nos últimos dias, foi revelado que fundos ligados ao Master compraram a participação de irmãos do ministro do STF em um resort na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná.
A transação foi divulgada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pela TV Globo.
Entre decisões de Toffoli que geraram polêmica no caso Master estão:
- restringir acesso da PF a celulares apreendidos nas operações policiais
- ordem para acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro.
Fonte G1 Brasília