O show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, neste domingo (8), foi muito além do entretenimento: tornou-se um levante político com impacto direto na Casa Branca. O que se viu no palco foi um grito de orgulho latino e uma reafirmação de identidade que funcionaram como um ato claro de oposição a Donald Trump.
A cultura fez mais política no show do que muitos discursos, ao rechaçar uma agenda marcada pela retórica de exclusão. Dados preliminares apontam que este foi o show do intervalo do Super Bowl mais visto da história: 135 milhões de pessoas.
Nos bastidores da política, o clima é de crise. Até integrantes da direita brasileira, que costumam alinhar-se ao republicano, avaliam que este é o pior momento da gestão Trump desde sua volta ao poder.
A combinação do sucesso estrondoso de Bad Bunny com a circulação de um vídeo de conteúdo racista ligado ao presidente, na mesma semana, é vista como um “tiro no pé” com forte potencial de desgaste eleitoral.
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A avaliação de interlocutores da direita é que Trump entrou em uma espiral de movimentos erráticos e impopulares. O presidente americano chegou a criticar publicamente a performance do artista porto-riquenho, o que apenas ampliou o alcance da mensagem de resistência do cantor.
O temor, compartilhado inclusive por aliados brasileiros, é que esse desgaste respingue nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o fim do ano. O show de Bad Bunny alcançou onde a política tradicional não chega mais, mobilizando uma comunidade latina que é peça-chave no xadrez eleitoral americano.
Para essa ala da direita brasileira, o episódio serve como um alerta de como o uso excessivo da política do confronto e falhas na comunicação simbólica podem isolar um governante, transformando ícones culturais em instrumentos potentes de mobilização contra abusos de poder.
Fonte G1 Brasília