A decisão do ministro André Mendonça que levou a prisão de Vorcaro nesta quarta-feira (4) cita organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações.
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal por suspeita de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.
Além de Vorcaro, foram alvo da operação da PF, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, apelidado de ?Sicário?, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
De acordo com o documento, as investigações revelaram a existência de uma “milícia privada” chamada ?A Turma?, utilizada para monitorar ilegalmente e intimidar adversários, autoridades e jornalistas.
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Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram Vorcaro ordenando a Mourão que um jornalista fosse agredido para ?quebrar todos os dentes? em um assalto forjado, após a publicação de notícias contrárias aos interesses do banqueiro.
O grupo também é acusado de realizar acessos indevidos a sistemas sigilosos da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol, para obter dados protegidos.
Segundo o documento, o esquema contava ainda com a cooptação de servidores de alto escalão do Banco Central, como Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que ocupavam cargos de chefia na supervisão bancária.
Segundo a PF, eles atuavam como ?consultores informais? de Vorcaro, revisando minutas de documentos que o próprio banco enviaria ao órgão regulador e antecipando movimentos de fiscalização.
– Esta reportagem está em atualização
Fonte G1 Brasília