REDES SOCIAIS

25°C

Delegado diz que autores de vídeos da trend ‘caso ela diga não’ podem responder por incitação ao crime

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email
@media (min-width: 768px) {
.cxm-block-video__container–vertical #wp3-player-7um94 .clappr-player .poster__play-wrapper > svg {
width: 50%;
height: 50%;
}
}

O delegado Flávio Rolim, chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio da Polícia Federal (PF), afirmou nesta terça-feira (10) que ao menos 20 vídeos com simulações de violência contra mulheres foram removidos de plataformas digitais após o início das investigações sobre a trend ‘caso ela diga não’. Segundo ele, os autores desses conteúdos podem responder por incitação à violência.

“A infração inicialmente investigada é a de incitação da prática de crime, mas esse é o ponto de partida investigação”, afirmou o delegado em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews. O delegado afirma que a PF vai analisar todos os perfis e postagens de forma individualizada para compreender o contexto e a intenção do criador de conteúdo.

De acordo com ele, esses posts se inserem em um contexto maior e mais complexo. “O que estamos observando é que muitas vezes a atuação desses jovens se insere em um contexto muito maior e muito mais complexo. Nós falamos de atuação das bolhas que difundem o conteúdo misógino de pratica de crime, mas nós podemos ter no outro pólo jovens que cederam a essa incitação e efetivamente cometeram um crimes”, disse.

Outro ponto de atenção levantado pelo delegado é em relação ao caso é a a ausência de tipificação específica de um crime no contexto de misoginia. “Há uma lacuna normativa, há uma lacuna jurídica, não há uma tipificação específica no ordenamento jurídico para a prática desse crime”, pontuou.

Segundo o delegado, os vídeos identificados até o momento foram retirados do ar após notificação da PF às plataformas e os perfis estão sendo identificados. “A maioria são jovens homens do sexo masculino. Ainda não é possível precisar se efetivamente se tratam de adolescentes, mas é possível, até pela pelo conteúdo da imagem, visualizar que são em sua grande maioria jovens”.

O Supremo Tribunal Federal entende desde o ano passado que as plataformas devem retirar o conteúdo que faz apologia à violência, sem necessidade de serem acionadas judicialmente. Em nota, o Tiktok disse que removeu os conteúdos assim que foram identificados.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS