O delegado Felipe Curi deve ser escolhido como candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro após o Tribunal Superior Eleitoral tornar o ex-governador Cláudio Castro inelegível. Castro era o pré-candidato do partido à vaga.
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Curi era secretário de Polícia Civil de Castro e deixou o cargo na sexta-feira (20) de olho nas eleições.
A princípio, o delegado se candidataria a deputado federal. O delegado chegou até a ser cotado para governador na eleição tampão, que ocorrerá dentro de um mês após a renúncia de Castro.
Felipe Curi se tornou popular após a Operação Contenção, ocorrida em outubro de 2025.
A ação policial foi resultado de uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que levou à expedição de 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho. A operação ficou conhecida por ter sido a mais letal da história, com 122 mortos, sendo cinco policiais.
Recentemente, Curi esteve no centro de outra polêmica. A Polícia Civil do Rio prendeu o vereador Salvino Oliveira (PSD) por supostas ligações com o tráfico. Um dos indícios do envolvimento dele com o Comando Vermelho foi o fato de se autointitular ?cria da Cidade de Deus?.
O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do Rio em uma chapa oposta à do PL, acusou Castro e Curi de uso eleitoral da polícia.
Ao governo do Rio, o PL escolheu como candidato Douglas Ruas, ex-secretário de Cidades de Castro. Ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), cidade que tem o segundo maior colégio eleitoral do estado.
Para o Senado, os escolhidos haviam sido Castro e o prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella (União). Canella deve renunciar até 04 de abril. Ele foi o deputado estadual mais votado do estado nas últimas eleições.
Fonte G1 Brasília