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ANJ diz que Estadão sofre tentativa de intimidação por reportagem sobre visitas de mulher de criminoso a ministério

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A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou nesta segunda-feira (20) a “tentativa de intimidação” que vem sendo sofrida pelo jornal “O Estado de S. Paulo” após reportagem sobre a visita da mulher de um chefe de facção criminosa ao Ministério da Justiça.

Luciane Barbosa Farias é mulher de Tio Patinhas, preso em dezembro de 2022. Ele já havia sido detido em 2018, quando já era considerado um dos criminosos mais procurados do Amazonas, mas foi solto por uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado.

A reportagem foi publicada pelo jornal na semana passada. Segundo informações do Estadão, ela foi recebida duas vezes neste ano por assessores do ministro Flávio Dino.

Em março, ela esteve com o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério, Elias Vaz. Em maio, com o secretário nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco Brandani.

A pasta alega que ela acompanhava um grupo que pediu audiência com as autoridades.

Após a publicação da reportagem, o Estadão passou a ser alvo de ataques de governistas e simpatizantes.

“A ANJ acompanha com preocupação e manifesta seu repúdio às tentativas de intimidação contra O Estado de S.Paulo e sua editora de Política, Andreza Matais, depois de o jornal ter divulgado o acesso da mulher de um líder do crime organizado no Amazonas a gabinetes do Ministério da Justiça”, disse a associação em um trecho da nota publicada nesta segunda.

A ANJ afirmou também que intimidar jornalistas não faz parte da democracia e fere a liberdade de imprensa.

“O uso de métodos de intimidação contra veículos e jornalistas não se coaduna com valores democráticos e demonstra um flagrante desrespeito à liberdade de imprensa. Também evidencia uma prática característica de regimes autocráticos de, com o apoio de dirigentes políticos, sites e influenciadores governistas, tentar desviar o foco de reportagens incômodas por meio de ataques contra quem as apura e divulga”, completou a entidade.

Fonte G1 Brasília

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