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Atos bolsonaristas em frente a quarteis do Exército acontecem em pelo menos 11 estados nesta quarta-feira

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Bolsonaristas contrários ao resultado da eleição presidencial realizam atos em frente a bases do Exército nesta quarta-feira (2), em pelo menos 11 estados.

Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) pedem intervenção militar, o que é inconstitucional, e “intervenção federal com Bolsonaro no poder”. Nos estados onde foram registrados atos, a polícia segue acompanhando e, até o momento, não há registros de confusões.

Em Santa Catarina, o Grupo de Apoio ao Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) apura um vídeo em que bolsonaristas aparecem repetindo um gesto semelhante à saudação nazista “Sieg Heil”, uma espécie de reverência, enquanto todos cantam o Hino Nacional.

Os estados que registraram atos antidemocráticos nesse feriado de finados foram:

Goiás

O estado registra ao menos dois atos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, um em frente da Base Aérea de Anápolis e o outro perto de quartel militar, em Goiânia.

Nas duas manifestações, bolsonaristas pedem o cumprimento do artigo 142 da Constituição Federal, ou seja, eles querem intervenção federal. De acordo com a constituição, o dispositivo disciplina a função das Forças Amadas no país.

Mato Grosso

No município de Cáceres, a 250 km de Cuiabá, bolsonaristas bloquearam a Avenida Marechal Castelo Branco, em frente ao 66º Batalhão de Infantaria Motorizada – Batalhão ?General José Miguel Lanza?.

A manifestação apoia os bloqueios nas rodovias, iniciados na noite de 30 de outubro, após a apuração das urnas. Em Mato Grosso, nesta quarta-feira, a Polícia Rodoviária informou que acompanha 31 pontos de interdição.

Mato Grosso do Sul

Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reúnem em uma manifestação em frente ao Comando Militar do Oeste, próximo ao Aeroporto Internacional, em Campo Grande, interditando ao menos duas pistas de rolamento da avenida Duque de Caxias, na vila Alba, na capital.

Os bolsonaristas soltaram também fogos de artifício com barulho, o que é crime em Campo Grande. No ato, as pessoas exibem faixas pedindo intervenção das forças armadas no processo eleitoral e, também, uma intervenção federal no resultado do pleito do último domingo (30).

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Rio Grande do Sul

Os atos se concentraram na capital Porto Alegre, em frente ao prédio do Comando Militar do Sul e tomou ruas próximas. Entre os manifestantes, diversas faixas com frases como “intervenção federal já” e “supremo é o povo”, pautas antidemocráticas e inconstitucionais. A Constituição proíbe intervenção militar.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, no ato em frente ao 14º Regimento de Cavalaria Mecanizado, base do Exército de São Miguel do Oeste, bolsonaristas repetiram um gesto semelhante à saudação nazista “Sieg Heil”, uma espécie de reverência, enquanto todos cantam o Hino Nacional.

O MP não descarta pedidos de prisão preventiva. O caso é apurado pelo Grupo de Apoio ao Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

São Paulo

Em São Paulo, apoiadores do presidente realizaram ato contra o resultado da eleição presidencial se reuniram em diversos municípios. Na capital, os apoiadores de Jair Bolsonaro fizeram o ato em frente ao Comando Militar do Sudeste, na região do Parque do Ibirapuera, Zona Sul da cidade.

Atos em frente a prédios do Exército Brasileiro também acontecem em cidades do centro-oeste paulista, como Bauru e Assis, onde os manifestantes entoaram gritos contra o presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva (PT), e fizeram pedidos inconstitucionais como a intervenção militar, por exemplo. O protesto bloqueou as ruas no entorno do local.

Também houve protestos no entorno dos Tiros de Guerra de São José do Rio Preto, Araçatuba, e em Mogi das Cruzes, onde a prefeitura disse que por ser feriado, o volume de usuários das vias é baixo e o impacto real é pequeno.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, um grupo de bolsonaristas protesta na avenida Raja Gabaglia, na altura do bairro Gutierrez, Região Oeste, em frente à sede do Comando da 4ª Região Militar do Exército.

Também há registros de protestos em Juiz de Fora, em frente à Companhia de Comando da 4ª Brigada Infantaria Leve, onde os apoiadores do presidente cantaram por diversas vezes o hino nacional e gritavam “Deus, pátria, família e liberdade”, palavras repetidas pelo presidente Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

Fonte G1 Brasília

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