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Bivar nega relação com incêndio em casas de Rueda e diz que usou termo ‘morto’ para se referir ao status da amizade com rival

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O presidente da União Brasil, deputado Luciano Bivar (PE), negou relação com o incêndio que atingiu a casa de seu desafeto, Antonio Rueda, e disse que usou o termo ?morto? para se referir à amizade que mantinha com o antigo aliado.

A União Brasil vive uma crise interna que opõe Rueda, eleito novo presidente da sigla, e o atual ocupante da cadeira, Bivar. A questão está relacionada à sucessão no comando do partido e escalou na semana passada, após um incêndio destruir duas casas da família Rueda em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco.

As disputas motivaram duas denúncias contra Bivar apresentadas por integrantes da sigla, uma delas relacionada às ameaças e ao incêndio. Ambas já foram aceitas pela União e Bivar agora enfrenta um processo que pode afastá-lo da presidência e expulsá-lo da legenda.

?Todavia, jamais o representado se dirigiu ao Sr. Antônio Rueda com o objetivo de ameaçá-lo fisicamente e nem tampouco à sua família. O que se deu foi que o representado expressou para o Sr. Antônio Rueda que ele estava ?morto? no contexto da relação pessoal de amizade e profissional?.

Conforme a defesa de Bivar, os episódios estão descontextualizados e são uma encenação para prejudicar o atual presidente do partido.

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Incêndio

Duas casas de praia da família do recém-eleito presidente nacional do União Brasil (UB), Antônio Rueda, foram atingidas por um incêndio em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, na segunda-feira (11).

Sobre este episódio, Bivar destacou que não cabe ao partido apurar o caso, de competência da Polícia Civil de Pernambuco, e que não há qualquer indício que o ligue ao caso.

“Desse modo, inexistindo comprovado envolvimento do representado com os incêndios ocorridos nas casas do Sr. Antônio Rueda e da Sra. Maria Emília Rueda, inclusive, porque não houve conclusão do respectivo inquérito policial, não há como lhe imputar qualquer conduta que viole as regras estatutárias, desautorizando, pois, a pretensão contida na presente representação, inclusive, porque falta competência estatutária e legal para este órgão partidário apurar tais fatos, nem mesmo um juízo político pode ser feito?, afirmou a defesa.

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Histórico

Na última quarta-feira (13), a União Brasil aceitou por 17 votos uma denúncia contra Bivar e abriu o processo que pode expulsá-lo do partido.

A Comissão Executiva da sigla agora se reúne nesta quarta-feira (20) para decidir se aplica medidas cautelares ? de afastamento ou expulsão – ou se encaminham o processo diretamente ao conselho de ética.

O processo deve respeitar um prazo máximo de 60 dias e terminará com voto do relator submetido ao plenário da Executiva por votação secreta ou por aclamação. Integrantes do partido avaliam que não há mais clima para Bivar presidir o partido e que, por isso, a Executiva deve decidir pela aplicação de uma medida cautelar de afastamento ou expulsão.

Apesar de reconhecerem que seria difícil, membros da União esperam que Bivar se afaste da presidência por espontânea vontade para evitar a expulsão. Isso evitaria, por exemplo, que ele perca o cargo na Mesa Diretora da Câmara, que é do partido.

A representação, assinada por governadores e parlamentares da Câmara e do Senado, lista acusações como:

  • ameaça de morte contra o vice-presidente Antônio Rueda e seus familiares, inclusive sua filha de 12 anos;
  • indícios de motivação política criminosa nos incêndios que destruíram as casas de Rueda e da tesoureira do partido, Maria Emília Rueda, sua irmã;
  • violência política contra mulher; validação de cartas de desfiliação de seis deputados do União Brasil do Rio de Janeiro sem submeter à decisão colegiada do partido.

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Fonte G1 Brasília

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