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‘Brasil tem 10%, 12%, 15% de eleitores que se identificam com Bolsonaro. São nazistas, fascistas’, diz Ciro a rádio de Campinas

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O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou nesta quinta-feira (26) que cerca de 10% a 15% do eleitorado brasileiro se identifica com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e é nazista, fascista e anticiência.

A afirmação foi feita durante entrevista à rádio CBN Campinas. Questionado sobre a explicação para os índices de intenção de voto de Bolsonaro e dos aliados Tarcísio Gomes de Freitas e Claudio Castro, que são pré-candidatos aos governos de São Paulo e Rio de Janeiro, Ciro afirmou que identifica duas hipóteses.

“Primeiro, o Brasil tem aí 10%, 12%, 15% de eleitores que se identificam com o Bolsonaro. São nazistas, fascistas, são anticiência, são homofóbicos, acreditam na terra plana, exploram a religiosidade popular, exploram os temas da moral popular que o PT e esse identitarismo estúpido acabam aperfeiçoando. Isso são 10%, 12% que explicam, por exemplo, porque o Tarcísio, que é um cara do Rio de Janeiro, que não conhece São Paulo, chega aqui e só porque é candidato do Bolsonaro já está rivalizando com os primeiros”, disse o pré-candidato pelo PDT.

O outro argumento de Ciro é que um grupo vota em Bolsonaro e nos aliados do presidente por conta da rejeição ao Partido dos Trabalhadores (PT).

“A outra banda de eleitores do Bolsonaro, a minha hipótese é que as pessoas estão dizendo que votam no Bolsonaro porque não querem o Lula e o PT de volta. Eu tenho elementos científicos de pesquisas feitas, não para antecipar ou fazer propaganda, mas para gente ir entendendo os movimentos de opinião. Quase um terço do eleitorado do Bolsonaro diz que vota no Bolsonaro porque não quer o Lula e o PT de volta, apesar de estar muito frustrado”.

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Reeleição

Ainda durante a entrevista, o pré-candidato afirmou que, se eleito, pretende acabar com a reeleição para presidente. Para ele, a possibilidade torna a disputa eleitoral desigual.

“Nós temos a reeleição no Brasil, [mas] na verdade, na prática, é um mandato de oito anos com um plebiscito no meio. A condição é tão desigual da disputa, a caneta na mão do presidente, faz e desfaz favores, persegue o que interessa, e isso estabelece uma perversão que é muito grave”.

“É uma das coisas que quero acabar. Se for eleito presidente do Brasil, é acabar com essa grande perversão institucional que é a reeleição no Brasil”, completou Ciro.

Ao ser perguntado sobre os apoios que o ex-presidente Lula, pré-candidato pelo PT, reúne para a eleição, e sobre o afastamento do PDT do bloco petista, Ciro afirmou que o rival “está destruindo” as vozes que o contesta.

“O Lula, por um esforço de cooptação, está destruindo toda e qualquer voz que conteste a contradição brutal dele. Seja do ponto de vista da corrupção generalizada, que ele transformou na ferramenta central do seu modelo de poder… Veja, eu não tenho nenhum prazer em dizer isso, mas se a gente olhar que o Brasil teve R$ 6 bilhões devolvidos aos cofres da Petrobras, registrados no balanço dela, esse dinheiro foi roubado mesmo”.

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Fonte G1 Brasília

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