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Caso Marielle: PF justificou ida de supostos mandantes para presídio federal para impedir ?novo escritório do crime?

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A ida dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão e do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa para uma penitenciária de segurança máxima federal foi justificada pela Polícia Federal como forma de impedir que criassem ?um novo escritório do crime?.

No relatório que embasou as prisões, a PF argumentou que havia ingerência do grupo sobre as instituições estaduais do Rio de Janeiro e o risco que representaria a prisão deles em um sistema prisional que não fosse de vigilância máxima.

Segundo o documento, esses aspectos ?justificam a inclusão de Domingos, Chiquinho e Rivaldo em estabelecimento penal federal de segurança máxima que, ao mesmo tempo, garanta a preservação da ordem pública, da instrução processual e da aplicação da lei penal, razão de ser da decretação de suas prisões preventivas, bem como assegure o seu afastamento da liderança da horda, impedindo que, mesmo presos, transformem a penitenciária estadual em novo escritório do crime?.

Ainda de acordo com Polícia Federal, os irmãos Brazão possuem relações estreitas com as milícias que atuam na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A PF diz tamvém que a interação político-social-eleitoral da família com esses grupos foi detalhada durante as investigações e demonstra, inclusive, um grau de reverência dos criminosos paramilitares para com os políticos.

A PF chama o cenário de ?ecossistema doente? e afirma que ?na Polícia Militar o grau de ingerência da Família Brazão é capaz de nomear comandantes de batalhões das áreas de seu interesse. Já na Polícia Civil, a movimentação de peças vai da chefia de Polícia à titularidade da distrital que atende os bairros por eles comandados?.

A investigação diz que ?é aqui que se encaixa Rivaldo Barbosa, engrenagem fundamental para a regularidade dos planos desses agentes políticos que abandonam o jogo político e desaguam na criminalidade organizada. O período em que Rivaldo comandou a Divisão de Homicídios da PCERJ é coincidentemente aquele em que as milícias se expandiram e se tornaram esse macroproblema da segurança pública fluminense?.

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Na tarde deste domingo (24), os suspeitos chegaram a Brasília. Os três foram alvos de mandados de prisão preventiva expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O avião decolou do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, por volta das 14h30, e pousou no hangar da Polícia Federal no Aeroporto de Brasília às 15h53.

Após desembarcarem, eles foram levados para o Instituto Médico Legal da Polícia Civil do Distrito Federal para a realização de exame de corpo de delito. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, eles ficarão detidos na penitenciária federal de Brasília.

Fonte G1 Brasília

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