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Cerca de 300 mil palestinos já fugiram de Rafah, segundo agência da ONU

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Cerca de 300 mil palestinos já fugiram de Rafah até a madrugada deste domingo (12), estima a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês). A cidade, no sul da Faixa de Gaza, é considerada o último refúgio da população afetada pela guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

Os palestinos fogem de Rafah após as Forças de Defesa de Israel terem ordenado na última segunda (6) a evacuação de refugiados no leste da cidade para iniciar uma incursão terrestre em busca de eliminar o Hamas.

A ONU considera que esses palestinos estão sendo submetidos a um deslocamento forçado e é contra essa prática. A entidade bilateral e a comunidade internacional criticam a incursão israelense na cidade por conta das possíveis implicações humanitárias aos refugiados na região. Um relatório do Departamento de Estado dos EUA diz que Israel pode ter violado lei humanitária internacional em Gaza.

“Durante a última semana, a UNRWA estima que cerca de 300 mil pessoas fugiram de Rafah, enquanto o deslocamento forçado e desumano dos palestinos continua. Não há lugar seguro para ir [em Gaza]”, afirmou a agência em publicação no X (antigo Twitter).

Israel e Hamas estão em guerra desde o dia 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista atacou o território israelense deixando cerca de 1.200 mortos. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel realizam uma ofensiva na Faixa de Gaza para eliminar o grupo, o que causou a morte de quase 35 mil palestinos até o momento, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

Para justificar a invasão na cidade, Israel afirma que Rafah é o último bastião do Hamas na Faixa de Gaza e, portanto, o último front de batalha para completar sua guerra contra o grupo terrorista.

Os Estados Unidos, maior aliado de Israel, são contra uma operação em larga escala do exército israelense em Rafah porque não houve um plano humanitário adequado para a população que se refugiou na cidade durante a guerra, segundo o porta-voz da Secretaria de Estado, Matthew Miller.

Como represália à entrada em Rafah, os EUA interromperam o envio de bombas para Israel na semana passada, segundo a imprensa americana. Ao mesmo tempo, o porta-voz da Casa Branca, JohnKirby, disse acreditar que a operação israelense na cidade é “limitada”.

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Operação terrestre

Israel iniciou a incursão terrestre na Faixa de Gaza na última terça-feira (7) ao tomar o controle do lado palestino da travessia de Rafah, cidade palestina que faz fronteira com o Egito no sul de Gaza e é o último refúgio de mais de 1 milhão de refugiados da guerra.

De acordo com a agência Reuters, tanques israelenses bloquearam a passagem e o Exército israelense realizou bombardeios e ataques contra alvos do Hamas durante toda a semana passada.

Ainda na segunda-feira (6), as Forças de Defesa de Israel haviam ordenado que refugiados do leste da cidade de Rafah deixassem a região. A evacuação dos refugiados fazia parte da “preparação para uma operação terrestre na região”, disse o porta-voz da FDI, Daniel Hagari.

Após avanços na incursão terrestre, Israel emitiu um novo comunicado de evacuação de Rafah neste sábado (11).

A operação terrestre afetou a entrada de ajuda humanitária em Gaza para atender a população, mas a passagem de Kerem Shalom foi reaberta nesta quarta (8). A ajuda aos palestinos chega ao território em Rafah exclusivamente via Egito.

O local é considerado o último refúgio para mais de 1 milhão de palestinos de todas as regiões da Faixa de Gaza que tiveram que abandonar suas casas e migrar para o sul por conta da guerra — a campanha militar israelense iniciou ataques ao norte do território e seguiu ao sul.

Porta de entrada de ajuda

Desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em 7 de outubro de 2023, a cidade serviu como o principal ponto de comunicação de Gaza com o restante do mundo.

Rafah tem servido como a porta de entrada da maior parte da ajuda humanitária para os palestinos, e foi ponto saída dos estrangeiros que estavam em Gaza e recebiam autorização para deixar o território — além de reféns libertados pelo Hamas durante o cessar-fogo de novembro de 2023.

Com o avanço da guerra, Rafah começou a receber muitos refugiados e viu sua população explodir de cerca de 280 mil pessoas para 1,5 milhão, que se alocaram provisoriamente em tendas.

Último refúgio

Por meio de um comunicado nas redes sociais, Israel pediu para que os moradores deixem a região leste de Rafah e se dirijam a Al-Mawasi, uma cidade vizinha, também na Faixa de Gaza, onde Israel disse ter criado uma zona humanitária com hospitais de campanha, tendas, alimentos e água.

O governo local, controlado pelo Hamas, afirmou que as tropas israelenses fizeram nesta segunda-feira os primeiros bombardeios à cidade, na parte leste.

Há semanas, as Forças Armadas de Israel vêm preparando a entrada em Rafah, onde Israel afirma que o Hamas tem seu último reduto dentro da Faixa de Gaza. No entanto, a cidade, na fronteira com o Egito, é também o último refúgio para palestinos que fugiram de suas cidades no norte, no centro e até no sul do país ao longo da guerra.

Atualmente, cerca de 1,5 milhão de palestinos, mais da metade da população total da Faixa de Gaza, estão na cidade.

Negociações por cessar-fogo

O grupo terrorista Hamas havia aceitado no início da semana passada uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Egito e Catar –os dois países trabalham na mediação do conflito.

Entretanto, Israel não aceitou e após uma nova rodada de negociações ao longo da semana, as tratativas para uma trégua com troca de reféns voltaram à estaca zero, segundo o Hamas.

Fonte G1 Brasília

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