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CPI dos Atos Golpistas: relatora quer votar nesta terça quebra de sigilo telefônico de Valdemar

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A relatora da CPI dos Atos Golpistas, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), tenta acordo para votar nesta terça-feira (22) requerimento de quebra de sigilo telefônico e telemático do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

O pedido é embasado em declarações do hacker Walter Delgatti Neto colhidas pela CPI, em depoimento na última quinta (17).

Na ocasião, Delgatti afirmou à Eliziane que compareceu, em 9 de agosto de 2022, a duas reuniões na sede do PL, em Brasília. Valdemar teria participado do primeiro encontro e colocado o hacker em contato com o marqueteiro da campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), Duda Lima.

O requerimento de quebra de sigilo foi apresentado pela relatora na sexta (18). Eliziane afirmou à TV Globo que ainda depende de um acordo entre os membros da CPI para que o pedido seja analisado na sessão desta terça.

À comissão, o hacker afirmou que a estratégia de campanha da sigla consistia em questionar a legitimidade das urnas eletrônicas.

“O Duda, que era o marqueteiro, inicialmente disse que o ideal seria eu fazer uma entrevista, participar de uma entrevista com a esquerda e, de forma espontânea, falar sobre as urnas […] Falar da fragilidade das urnas”, afirmou Delgatti.

“E a segunda ideia era, no dia 7 de setembro, eles pegarem uma urna, emprestada da OAB, eu acredito, para que eu colocasse um aplicativo meu lá e mostrasse à população que é possível apertar um voto e sair outro”, completou.

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Na última reunião, a comissão decidiu pedir à Justiça que inclua o hacker Walter Delgatti em programa de proteção à testemunha.

Em depoimento à PF, Delgatti afirmou que, num encontro com o então presidente Jair Bolsonaro, em 2022, foi questionado se seria possível fraudar o sistema das urnas eletrônicas. À CPI, o hacker ainda declarou que Bolsonaro assegurou um indulto a ele, caso fosse preso ou condenado.

Após o depoimento do hacker no Congresso, a defesa de Jair Bolsonaro disse que Delgatti apresentou “informações e alegações falsas”. Apesar disso, o ex-presidente admitiu ao Estadão que se reuniu com o hacker no ano passado.

Delgatti está preso desde o dia 2 de agosto por invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), que também mirou a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). Os agentes da PF apuram a inserção de alvarás de soltura e mandados de prisão falsos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, do CNJ.

Zambelli também teria participado do primeiro encontro na sede do PL, no dia 9 de agosto de 2022.

Fonte G1 Brasília

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