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Cuiabá planeja “reset” no elenco e promete renovação profunda para 2026: ?Vai sair quase todo mundo?

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O Cuiabá iniciou oficialmente o processo de reformulação mais profundo dos últimos anos. Após terminar a Série B de 2025 na 10ª posição, com 54 pontos ? oito atrás do G-4 ? o clube mira 2026 com a missão de reconstruir sua identidade esportiva e retomar protagonismo nas competições que terá pela frente: Campeonato Mato-grossense, Copa Verde, Copa do Brasil e novamente a Série B.

Em entrevista exclusiva ao ge, o presidente Cristiano Dresch detalhou o plano de renovação, admitiu erros recentes, reconheceu perda de identidade e afirmou que o elenco passará por uma reconstrução quase total.

Renovação em massa: ?Vai sair quase todo mundo?

Dresch não minimiza o tamanho da mudança que está por vir. Segundo ele, cerca de 80% do elenco profissional atual será reformulado, em um movimento considerado fundamental para reposicionar o clube após uma temporada instável. A ideia central é vender atletas que se valorizaram ao longo do ano ? casos de Mateusinho, Denilson, Max e Derik Lacerda, que encerrou a temporada emprestado ao Sport ?, liberar ou negociar jogadores que não se encaixam no novo projeto e manter um núcleo jovem que, na visão da diretoria, representa o futuro do Cuiabá. Esse grupo inclui Calebe, David, Victor Barbara, Nathan Cruz, Jadson, Marcelo, entre outros, vistos como peças na reconstrução do elenco.

O processo também envolve saídas já confirmadas. O goleiro Luan Polli se despediu ao fim do contrato, enquanto nenhum dos atletas emprestados ao Dourado deve permanecer. Dresch foi direto ao tratar do tema:

? Safira, Jader, Alejandro Martínez não ficam. Carlos Alberto provavelmente não. Ainda não está cravado, mas dificilmente continua.

Para o presidente, a mudança é inevitável e necessária:

? Olha, vai ficar pouca gente aqui desse pessoal que tem mais experiência. Vai sair quase todo mundo. A gente vai fazer uma renovação grande.

Busca por nova identidade: ?A base é essencial?

Para o presidente, o principal objetivo da reformulação é reconstruir a identidade do Cuiabá ? algo que, segundo ele, havia se perdido.

? Nós perdemos a nossa identidade. Isso eu tenho falado faz tempo. Eu acho que agora, que estamos conseguindo fazer o reset, reiniciar o nosso elenco, nós vamos fazer isso. E pra você criar uma identidade forte, a base é essencial.

Dresch lembrou que o clube viveu um 2025 carregado de ?heranças de 2024?, ainda lidando com os reflexos da queda para a Série B após quatro anos consecutivos na elite.

? Uma mudança de divisão de cima pra baixo é muito mais difícil do que de baixo pra cima. A gente sofreu muito durante o ano. Chegamos na reta final bem limitados, com elenco curto, poucas opções. Faltou entender o que o Cuiabá precisa.

Experiência e personalidade como prioridades

Apesar de valorizar a base, Dresch revelou que o perfil de reforços será diferente: o Cuiabá quer jogadores experientes, acima de tudo, com personalidade, liderança e coragem em campo.

? A maioria dos jogadores que vamos contratar agora são experientes. Hoje todo clube quer jogador que lidera, que chama a responsabilidade. Não é fácil achar.

O dirigente relatou situações que evidenciaram a falta de comando dentro de campo:

? Tinha situações que perdiam ou empatavam o jogo e não tinha reação. Isso aí faltou demais aqui.

A expectativa é contratar pelo menos oito reforços até o início da pré-temporada.

? Pelo menos uns oito jogadores vamos contratar. Deve fechar essa quantidade no mínimo. No dia 27 (dezembro) se apresenta com todo mundo.

Além disso, cinco atletas retornam de empréstimos e integrarão o grupo.

Lições da queda e mudança de postura

Dresch também fez uma autocrítica sobre escolhas de contratações dos últimos anos. Ele usou uma metáfora marcante para explicar o que considera um erro de perfil de atletas:

? Vamos imaginar que ir para a Disney é jogar a Série A. Tem que contratar jogadores que nunca foram para a Disney, ou que foram uma vez só. Não um jogador que já conhece, que já foi em tudo, que está acostumado com o ambiente. Acho que pecamos muito nisso.

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O presidente reconheceu que contrariou princípios importantes da gestão futebolística que guiavam o clube.

? Algumas contratações eu fui contra uma verdade que eu sempre tive, do que dá certo e do que não dá certo no futebol. Eu fui contra convicções e descobri que não dava certo. Serviu de lição. Tudo o que foi feito de errado não pode ser repetido.

2026: um Cuiabá em reconstrução

Com a reformulação em curso, o Dourado pretende iniciar 2026 com uma identidade renovada, uma base fortalecida e uma política de contratações ajustada. O clube aposta que o ?reset? ? expressão repetida por Dresch ? será fundamental para recolocar o Cuiabá em rota de competitividade e, principalmente, resgatar o DNA que o levou à elite do futebol brasileiro.

Fonte GE Esportes

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