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De dispensado com um dia à ascensão meteórica, Joaquim vira grata surpresa e se firma no Cuiabá

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O zagueiro Joaquim Henrique pode ser considerado uma grata surpresa no Cuiabá. Aos 23 anos, o defensor viveu uma ascensão meteórica e passou de quarta opção no banco de reservas para titular incontestável.

Antes de brilhar com a camisa auriverde, no entanto, Joaquim recebeu muitas negativas na carreira. Natural de Nova Era, no interior de Minas Gerais, ele teve sua primeira oportunidade como profissional apenas em 2019, no Paulista-SP, de forma tardia, como ele mesmo explica.

– Passei por vários clubes fazendo avaliações, são momentos difíceis que atleta passa de ouvir um “não”. Passei por situação de clube que me dispensou com um dia. Em 2019 eu fui para um clube em São Paulo, da última divisão estadual, e me dispensaram com dois dias. Foi muito difícil. Já estava um pouco acima da idade, pensei em desistir, mas meu pai pediu para eu tentar por mais um tempo. Nisso fui para o mesmo campeonato, só que em outro clube. Deu certo, joguei todos os jogos do campeonato e fui campeão. Ali começou tudo, no Paulista de Jundiaí. Foi onde comecei no profissional e dei sequência na minha carreira – contou o zagueiro, em entrevista exclusiva ao ge.

– Comecei tarde no futebol, não tive base, e o maior incentivador da minha vida foi meu pai.

Após deixar o time paulista, Joaquim passou por Murici-AL, São José-SP e Botafogo-PB antes de chegar ao Cuiabá, em 2021. Sob risadas, o zagueiro conta que uma jogada em especial foi determinante para sua contratação (veja vídeo abaixo). Começou sua jornada no Dourado no time sub-23, passou por empréstimo pelo Botafogo-SP e retornou para se firmar.

– Eu estava no Botafogo-PB, fiz um jogo pela Copa do Nordeste, contra o Ceará. Foi um jogo muito feliz pra mim, fiz uma jogada, digamos que muito incrível [risos]. Nisso o Cuiabá me procurou e aceitei vir pra cá. Ano passado não tive muito espaço na equipe principal e acabei indo para o sub-23, mas sempre buscando dar meu melhor. No início desse ano fui emprestado para o Botafogo-SP, onde joguei o Campeonato Paulista, e foi muito bom para mim. Apareci mais, tive chance de jogar todos os jogos e acabei voltando pra cá, para dar sequência ao trabalho e buscar meu espaço na equipe principal.

A estreia pelos profissionais do Cuiabá ocorreu em abril, contra o River Plate-URU, pela fase de grupos da Sul-Americana, mas como lateral-direito. A primeira chance na Série A do Campeonato Brasileiro foi contra o Ceará, pela 13ª rodada, já como titular e em sua posição de origem.

O bom desempenho fez Joaquim ganhar a confiança do técnico António Oliveira, que o manteve no time titular.

– Depois da chegada do António, tive mais oportunidade de jogar. Agradeço muito a ele pela confiança e sempre vou estar entregando a ele meu melhor para ajudar. Desde quando chegou, ele vem conversando comigo, diz para me dedicar no treinamento e graças a Deus ele vem me dando oportunidade e venho ajudando o Cuiabá da maneira que posso.

“Fico put*”

Apesar do semblante sério, típico de zagueiro que intimida os atacantes adversários, Joaquim tem riso fácil e se diz uma pessoa tranquila. Mas uma situação transforma seu humor: a derrota.

– É o momento mais difícil pra lidar. Quando perco fico arrasado, fico put*, com muita raiva. É um dos momentos que não consigo me controlar. A derrota mexe comigo, sou um cara muito competitivo, não gosto de perder, quero sempre ganhar, sempre buscar mais. Quando a gente perde, infelizmente o futebol tem dessas, é um momento muito difícil pra mim.

– Sou um cara muito tranquilo. Dentro de campo me transformo um pouco, mas sempre mantenho a calma em momentos difíceis do jogo. É muito difícil eu perder a cabeça em uma partida. Sempre procuro manter a cabeça fria para não prejudicar a equipe.

Jogo mais especial

Além da segurança defensiva, o jovem já foi decisivo ao Cuiabá no ataque. Contra o Avaí, na 15ª rodada do Brasileirão, marcou o gol da vitória de virada na Ressacada. Mas outro jogo foi eleito por ele como mais especial até aqui.

– Contra o Atlético-MG, que dei assistência. Tem um gostinho especial – afirmou Joaquim sobre o duelo da 18ª rodada, quando deu passe para o gol de emapate marcado por Gabriel Pirani, aos 53 minutos do segundo tempo.

Ao todo, Joaquim tem 10 jogos pelo Cuiabá, com um gol marcado e uma assistência. Seu contrato com o clube é válido até o final de 2023, mas a esperança é que essa relação dure por muito mais tempo.

Fonte GE Esportes

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