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O deputado federal mato-grossense Jonildo José de Assis, o Coronel Assis, do União Brasil, classificou o decreto do presidente Lula da Silva (PT), que restringe a posse e o porte de armas como uma vingança contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ressaltando ainda que a medida prejudica a economia.
Ao longo de seu mandato, Bolsonaro assinou decretos que alteravam o Estatuto do Desarmamento. As medidas aumentavam a quantidade de armas que um cidadão poderia ter, além de permitir o porte de vários armamentos ao mesmo tempo.
O presidente Lula, então, assinou um novo decreto. Dentre as principais mudanças, está a redução de armas e munições acessíveis para civis e o fim do porte para Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs). O documento também volta a diferenciar as armas cabíveis a órgãos de segurança e as que podem ser usadas por cidadãos comuns.
“O decreto editado pelo Governo Lula tem caráter vingativo, com um viés muito político, ideológico e até pouco técnico. Eles têm um viés de esquerda, diferente do nosso. Não gostam do armamento civil, mas não posso aceitar que firam a liberdade de escolha do brasileiro”, afirmou Assis, que foi comandante geral da PM em MT.
“Parece que não se levou em conta os fatores econômicos. Esse decreto foi danoso em todos os sentidos. As lojas de caça e pesca serão totalmente impactadas. Hoje vai poder comprar cinquenta munições. O cara vai vender uma caixa de munição por ano? Vai prejudicar todo o setor que vive disso”, complementou
Conforme o parlamentar, o decreto foi elaborado e implementado por Lula sem que a Câmara pudesse opinar, reiterando que a implementação ocorreu desrespeitando a democracia.
“Até determinado momento, eles fizeram esse decreto de maneira oculta. Nós [oposição] fizemos uma força-tarefa para participar das construções desse decreto. Ficou como se fosse uma ‘caixa de Pandora’ e todo mundo teve esse choque”, asseverou Assis.
“Tentamos fazer reunião com o Flávio Dino [ministro da Justiça e Segurança], falar com o Ministério da Justiça. Temos interesse nisso, porque somos cobrados pela nossa base. Democracia é isso: é a participação de todos na construção de algo que vá melhorar a vida das pessoas. E não houve. Isso causa uma discórdia, uma divergência desnecessária”, pontuou.
“BOLSONARO ‘AGRADOU’ O CRIME ORGANIZADO”
Em entrevista ao UOL na terça-feira (25), Lula disse que o decreto de armas assinado por Bolsonaro “agradava apenas o crime organizado”.
Coronel Assis, por sua vez, rebateu a fala do presidente.
“Uma fala infeliz que não condiz com a verdade. Se eu sou membro do Comando Vermelho, vou comprar no câmbio negro do Paraguai e vida que segue. Não tem lógica. Se alguém cometeu alguma coisa de errada, a lei está aí”, afirmou.
“O que nos deixa preocupados é ver o mandatário do nosso país falar que esse decreto do antigo governo [Bolsonaro] só serviu para o crime organizado. Que loucura”, concluiu.
Fonte: Isso É Notícia