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‘Dinheiro não pode comprar a ofensa a uma mulher’, diz Lula sobre possível soltura de Daniel Alves na Espanha

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em discurso na noite desta quarta-feira (20), a possibilidade de o jogador brasileiro Daniel Alves receber liberdade provisória na Espanha após pagar uma fiança de 1 milhão de euros.

A Justiça espanhola concedeu o benefício ao jogador na quarta. Daniel Alves foi condenado no país pelo crime de agressão sexual, acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. Ele está detido, mas ganhou o direito de recorrer em liberdade.

“Nós estamos vendo agora, o Daniel Alves pode ser libertado se pagar alguma coisa. Eu aprendi lá em Pernambuco quando eu era pequeno, as pessoas diziam ‘aqui no Nordeste, quem tem 20 contos de réis não é preso’. E a gente está vendo que essa máxima continua”, afirmou Lula.

“O dinheiro que o Daniel Alves tem, o dinheiro que alguém possa emprestar para ele não pode comprar a ofensa que um homem faz a uma mulher participando de um estupro. Quando o sexo é uma coisa feita a dois, e tem que ser permitida por dois. Isso na verdade é crime.”

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Os juízes da Audiência Provincial de Barcelona ? a instância mais alta da Justiça da cidade ? aceitaram deixar Alves em liberdade provisória sob fiança de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões), enquanto a defesa aguarda a sentença definitiva.

Os juízes determinaram ainda, que, caso a defesa pague a fiança solicitada, todos os passaportes de Daniel Alves serão recolhidos pela Justiça — além de ser brasileiro, Alves também tem nacionalidade espanhola.

Segundo o jornal espanhol “Marca”, o patrimonio de Daniel Alves é de R$ 298 milhões (55 milhões de euros).

A sentença determinou que, caso pague a fiança e deixe a prisão, Daniel Alves:

  • É obrigado a manter uma distância de pelo menos 1 quilômetro da residência da vítima, de seu local de trabalho ou de qualquer outro lugar frequentado por ela — a jovem é de Barcelona e também vive na capital catalã;
  • Também não pode tentar se comunicar com a denunciante através de nenhum meio;
  • Não pode deixar a Espanha;
  • Deve comparecer semanalmente ao Tribunal de Barcelona ou quantas vezes lhe for solicitado.

Fonte G1 Brasília

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