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Em discurso na Paulista, Bolsonaro fica na defensiva e tenta dar resposta ao seu eleitorado

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O que se viu foi a imagem de um Bolsonaro acuado que tentou dar uma resposta ao seu eleitorado em um ambiente em que estaria livre de cair em possíveis contradições, o que poderia ter acontecido durante depoimento à Polícia Federal, onde o ex-presidente se calou na quinta-feira (22).

Sem conseguir negar provas encontradas durante investigação da Polícia federal, Jair Bolsonaro tentou se justica. No ato na Paulista, ele argumentou que não houve tentativa de golpe porque a decretação de um estado de sitio teria que ser aprovado pelo Congresso Nacional e que isso não foi feito.

Bolsonaro disse que golpe é tanque, arma e conspiração e que nada disso foi feito no Brasil. Sem levar em conta que as tentativas de golpe no mundo conteporaneo acontecessem, inclusive, atraves de manipuções em redes sociais.

O ex-presidente também tentou mexer com o emocional para diminuir a gravidade dos atos dos invasores do 8 de janeiro e pedir anistia para seus apoiadores que estão presos em razão dessa tentativa de golpe de estado. Ele afirmou não querer a existência de ‘filhos órfãos de pais vivos’.

Mas o que se viu na invasão das sedes dos três poderes em janeiro foi algo muito grave conduzido de forma profissional e com método. As pessoas sabiam o que estavam fazendo ao invadirem e deprederarem o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

O evento de hoje demonstrou preocupação e temor de Bolsonaro de que algo fugisse do objetivo principal do ato, que era essa resposta do ex-presidente. Houveram alerta, tanto de bolsonarista, como do próprio Bolsonaro para que neste domingo não acontecessem ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Os apelos foram atendidos e não se viu faixas e cartazes pedindo o fechamento da Suprema Corte, o impeachment de ministros e outras manifestações desta natureza.

Interessava ao grupo político de Jair Bolsonaro passar a mensagem de que, apesar do ex-presidente estar na defensiva, ele ainda é capaz de engajar politicamente e levar dezenas de milhares de pessoas para um ato em sua defesa.

O comportamento do presidente e de seus apoiadores durante a manifestação destoa do adotado em 2021, quando Bolsonaro atacou Alexandre de Moraes e disse que não cumpriria mais decisões do ministro do STF.

Fonte G1 Brasília

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