REDES SOCIAIS

34°C

Ex-assessor de Bolsonaro Marcelo Câmara ‘atuou como responsável por núcleo de inteligência paralela?, diz decisão de soltura

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O coronel do Exército Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve liberdade decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (17), deve cumprir uma série de medidas cautelares para continuar com o benefício.

O blog teve acesso à decisão de Moraes que impõe o uso de tornozeleira eletrônica para a liberdade condicional.

No documento, o ministro diz que as provas colhidas pela Polícia Federal indicam que Câmara “atuou de forma relevante no núcleo de inteligência da organização criminosa investigada” e que o ex-assessor de Bolsonaro tinha “significativa proximidade ao ex-presidente, assumindo posição de relevo na dinâmica golpista, por atuar como responsável pelo núcleo de inteligência paralela que operava na coleta de informações sensíveis e estratégicas para auxílio na tomada de decisões do então presidente“.

Moraes, no entanto, concorda com o entendimento da Procuradoria-Geral da República de que a prisão de Câmara se mostrava adequada naquele momento, mas que poderia ser revista.

“A eficiente atuação da Polícia Federal desarticulou o grupo criminoso investigado e reduziu a percepção de risco para a ordem pública”, diz entendimento da PGR citado pelo ministro do STF.

Acatando o argumento, Moraes definiu que a prisão de Câmara poderá ser substituída por outras medidas cautelares. Veja algumas das imposições definidas:

  • proibição de utilização de redes sociais próprias ou por terceira pessoa;
  • proibição de comunicação com os demais investigados;
  • suspensão imediata de documentos de porte de arma de fogo e registros de CAC;
  • proibição de se ausentar da comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e finais de semana com o uso de tornozeleira eletrônica;
  • obrigação de apresentar-se à Justiça semanalmente, todas as segundas-feiras;
  • entrega e cancelamento de todos os passaportes;

A notícia da soltura de Câmara foi antecipada pelo blog da Natuza Nery. À colunista do g1,os advogados de defesa de Câmara, Eduardo e Christiano Kuntz, disseram o seguinte: “a defesa comemora o restabelecimento parcial de sua liberdade e aguarda o desenrolar do caso para provar que Marcelo Câmara sequer deveria estar nele”

window.PLAYER_AB_ENV = “prod”

LEIA TAMBÉM:

Trama golpista

Câmara foi preso em 8 de fevereiro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal (PF), que investiga a tentativa de dar um golpe de Estado durante o governo Bolsonaro e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo as investigações, Câmara atuava coletando informações que ?pudessem auxiliar a tomada de decisões do então Presidente da República Jair Bolsonaro na consumação do Golpe de Estado?.

O militar do Exército também é suspeito de participar de ?monitoramento do itinerário, deslocamento e localização do Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e de possíveis outras autoridades da República com objetivo de captura e detenção quando da assinatura do decreto de Golpe de Estado?.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS