O ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro afirmou à GloboNews na noite desta sexta-feira (3) que as joias que a comitiva do governo anterior tentou fazer entrar ilegalmente no Brasil foram presente de Estado do governo da Arábia Saudita.
As joias são avaliadas em R$ 16,5 milhões. O caso foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmado pela TV Globo. De acordo com a reportagem do “Estadão”, Bento Albuquerque disse para o jornal que o presente era para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
As joias estavam na mochila de um assessor de Bento Albuquerque, chamado Marcos André dos Santos Soeiro. A equipe do ministro havia viajado, em outubro de 2021, para participar de evento oficial na Arábia Saudita.
Quando Marcos André passou pela alfândega, no aeroporto de Guarulhos, a Receita pediu para o assessor colocar a mochila no raio-x.
Em seguida, agentes da Receita decidiram revistar a mochila. Foi quando encontraram as joias. A lei determina que, nesses casos, os bens devem ser declarados à Receita, o que o assessor não fez. Por isso, as joias ficaram retidas.
“Foi um presente dado pelo governo saudita para o governo brasileiro, que foi uma visita oficial, uma visita de Estado, e eu fui representando o presidente Bolsonaro. E isso foi entregue para a comitiva e quando nós chegamos ao Brasil, deu toda a bagagem, foi todo o trâmite regular, e quando a Receita Federal pediu para que abrisse todos as caixas, eu não estava presente. Um dos assessores estava com essa bagagem, e aí se verificou uma caixa que tinha joias”, afirmou Bento Albuquerque.
Para reaver as joias, deve ser pago 50% do valor dos itens, que é a taxa para qualquer passageiro entrar no Brasil com bens obtidos no exterior em valor superior a R$ 1 mil. Além disso, como o assessor tentou entrar sem declarar que estava com as joias, é preciso pagar também uma multa, de 25% do valor dos itens.
Assim, a equipe de Bolsonaro teria que pagar cerca de R$ 12 milhões para recuperar o presente. O pagamento não foi feito, e as joias estão desde então retidas.
Fonte G1 Brasília