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Foco da comissão externa sobre crise Yanomami deve ser preservar direitos dos indígenas e combater garimpo ilegal, diz Rodrigo Pacheco

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Sobre os trabalhos da comissão externa criada no Senado para apurar a crise humanitária e sanitária na Terra Indígena Yanomami, o presidente da casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou ao blog que ?o foco principal deve ser a preservação dos direitos da população indígena, o cumprimento da lei e o combate ao garimpo ilegal?.

?A comissão externa foi requerida pela bancada de senadores de Roraima, estado palco dos acontecimentos. É natural que dela participem. Mas foi garantida a participação de outros senadores membros.?, afirmou.

Inicialmente, a bancada de Roraima tentou ocupar os três cargos no colegiado. Depois de discordâncias capitaneadas por Humberto Costa (PT-PE), uma das posições ficou com Eliziane Gama (PSD-MA).

Pacheco diz também acreditar que isso não impede que também haja uma frente de ação dedicada a pensar formas de gerar assistência e oportunidades de trabalho lícito para evitar que as pessoas da região ?sejam cooptados pelo garimpo ilícito?.

Pró-garimpo e alinhados a Bolsonaro

Os três parlamentares que representam Roraima no Senado já fizeram falas em defesa do garimpo:

  • Chico Rodrigues (PSB) declarou ter a intenção de desenvolver projeto de lei regulamentando o garimpo em terras indígenas, ?incorporando à comunhão nacional esses recursos do subsolo, que são do Brasil?;
  • Mecias de Jesus (Republicanos) afirmou que ?[o] Brasil não pode prescindir de suas riquezas minerais, estejam elas em áreas indígenas ou não?;
  • Hiran Gonçalves (PP) afirmou que ?toda nossa riqueza que nós temos aqui [em Roraima] dentro das nossas reservas (…) não pode ficar guardada a berço esplêndido, ao bel prazer do movimento ambientalista indigenista, que permeia esse tema e que cerceia nosso desenvolvimento?.

Os três também já manifestaram apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja gestão vem sendo apontada pela atual bancada governista como responsável por agravar a crise indígena.

Fonte G1 Brasília

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