O senador mato-grossense Jayme Campos afirmou à imprensa que os problemas internos do União Brasil (UB) em Mato Grosso foram superados, descartando ainda uma possível migração de seus aliados para o “Mais Brasil 25”, partido em construção que surge da fusão entre o Patriota e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Lideranças do novo partido, entre eles Ovasco Resende, presidente do Patriota, tem sondado membros do União Brasil em Mato Grosso para ingressarem na nova sigla, principalmente após a “queda de braço” travada entre o presidente da Assembleia Legislativa de MT, deputado Eduardo Botelho, e o ex-presidente estadual do partido, deputado federal Fábio Garcia, para decidir quem será o candidato da agremiação à prefeitura de Cuiabá ano que vem.
Entre os descontentes, um que demonstrou interesse pela saída do União e migração para o Mais Brasil é o deputado estadual Júlio Campos, que revelou em abril deste ano à imprensa que o próprio irmão, Jayme Campos, havia sido procurado por Ovasco Resende, para assumir a presidência do novo partido em Mato Grosso, sendo esta a “chance de ouro” dos dois em fazerem um “reedição” do antigo Partido da Frente Liberal (PFL) onde, por anos, os irmãos Campos foram “caciques” aqui no estado.
Jayme, por sua vez, descartou a saída do UB, enfatizando que as arestas entre os membros do partido foram aparadas e que o foco agora é a preparação dos diretórios municipais para as eleições 2024.
“Aparado as arestas, agora vamos trabalhar para formar os diretórios municipais. O diretório regional já foi constituído, não só o diretório, mas sobretudo, a executiva do partido. A orientação agora é estruturar o partido nos municípios mato-grossenses com diretórios completos. Caso não seja possível, fazer comissões provisórias, sobretudo, preparar para que possamos ter, se possível, candidatos a prefeito nas 141 cidades do estado”, disse Jayme.
Na avaliação do senador, a desavença entre Eduardo Botelho, Fábio Garcia e o descontentamento de membros é o reflexo da falta de mais diálogo entre os integrantes do União para que, juntos, possam chegar a um denominador comum nas decisões do partido.
“Essa eleição em Cuiabá antecipou muito, por isso que se criou essa ‘sequelinha’ (sic.) pelo fato de terem antecipado muito a eleição, que é em outubro de 2024. No União Brasil está acelerado. (…) Eu acho que o momento é de nos unirmos, sentarmos de forma tranquila, sem estresse e achar um caminho que seja um caminho que possivelmente poderemos ganhar as eleições em Cuiabá. Agora, eu não penso e não vejo essa possibilidade de rachar o grupo, muito pelo contrário”, concluiu.
Fonte: Isso É Notícia