REDES SOCIAIS

24°C

Jayme cobra conclusão de rodovias a novos diretores do DNIT

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

@media only screen and (max-width: 767px) {
.img-wrapper {
margin-bottom: 5px;
}

.content-title {
margin-bottom: 10px;
}
}

Durante sabatina aos diretores indicados pelo Governo Federal para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Comissão de Infraestrutura do Senado nesta terça-feira (4), o senador mato-grossense Jayme Campos (UB) cobrou os sabatinados que empreguem celeridade na resolução do imbróglio em torno das obras das rodovias BR-158 e 242 em Mato Grosso.

Segundo Campos, há pelo menos 20 anos, a população do Vale do Araguaia aguarda um desfecho em torno do asfaltamento das duas rodovias, que enfrentam problemas de ordem ambiental para que as obras saiam do papel.

“Já estou no segundo mandato como senador e não conseguimos materializar nada. O que podemos falar para o povo? Audiências e mais audiências. Imaginem, o povo já está de saco cheio! É o sonho deles. Não é possível que não conseguiremos resolver”, disparou o senador.

Jayme reforçou aos novos diretores do DNIT que a região de domínio das duas rodovias é extremamente produtiva no setor do agronegócio, enfatizando que o médio e baixo Araguaia se tornou um “ ‘Eldorado’ de Mato Grosso e do Brasil”. Mas que carece de infraestrutura de transporte.

“Vários ministros já passaram, vão lá [no Vale do Araguaia], prometem, falam que vai sair amanhã, depois de amanhã. Resumo da ópera: já tem 20 anos. De fake news, eu já estou cheio! Chega de enrolação”, asseverou

DIÁLOGO

Indicado para a presidência do DNIT, o engenheiro civil Fabrício de Oliveira Galvão reconheceu a importância das duas rodovias para o país e explicou que o Departamento tem se aproximado de instituições, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para buscar o licenciamento ambiental, necessário para o andamento das obras, conversando também com as populações indígenas existentes na região.

“Mais relevante do que fazer promessas é estabelecer diálogos para solucionar essa questão. O DNIT vai aos povos indígenas aberto à negociação, porque existe a necessidade deles e também a necessidade das rodovias. Mas estamos otimistas”, disse Galvão.

Jayme votou pela aprovação dos nomes indicados pelo presidente Lula (PT) e afirmou que está apostando que a atual gestão do Ministério dos Transportes e do DNIT conseguirá estabelecer o diálogo para desentravar as duas rodovias.

“Disse ao ministro: ‘não vai fazer como seu antecessor: foi lá em Mato Grosso, falou 350 vezes que ia fazer e até hoje nada”.

Campos também teceu críticas às obras da BR-163, que estavam a cargo do Governo Federal, referindo-se principalmente a chegada da rodovia em Cuiabá, na região do Distrito Industrial: “Ficou mal-acabada e de péssima qualidade”.

CONCESSÃO DA 163

O senador também criticou a concessão da BR-163, a partir da cidade de Sinop (480 Km de Cuiabá) até a cidade de Miritituba, no Pará, o qual avaliou como uma ‘tragédia’.

Com 900 quilômetros de extensão, Jayme Campos classificou como “muito mal feito” a extensão da rodovia, já que deixou de fora obras importantes como a travessia urbana de importantes cidades como Matupá, Guarantã do Norte e Terra Nova, em Mato Grosso. “Não tem um dia que não tem um acidente lá”, lembrou.

Além disso, o parlamentar cobrou o atual ministro dos Transportes os investimentos prometidos em rodovias de MT na ordem de R$ 1 bilhão, dos quais, segundo Jayme, Mato Grosso não recebeum “nem um centavo”.

“Eu sou do bem. Mas sai da minha linha de tiro, porque se eu tiver que criticar, vou criticar, porque não tenho nenhum constrangimento”, concluiu.

Fonte: Isso É Notícia

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS