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Justiça bloqueia R$ 376,4 milhões em participações acionárias de Vorcaro e mais dois investigados no BRB

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O Banco de Brasilía (BRB) conseguiu na Justiça o bloqueio e o arresto das ações da instituição que pertencem aos investigados no caso Master.

A informação de que Daniel Vorcaro; o ex-sócio do Master, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur; compraram ações do BRB como pessoas físicas e se tornaram acionistas foi revelada pelo Jornal Nacional e pelo blog no dia 3 de fevereiro.

Em fato relevante, o BRB informou que a medida dá conhecimento ao agente de custódia, o Bradesco, para evitar que os ativos sejam alienados.

Na prática, a decisão impede que esses executivos vendam as suas participações no capital do BRB. As ações em questão valem aproximadamente R$ 376,4 milhões.

Com a decisão, esse valor fica bloqueado e pode ser usado no futuro para a recomposição do patrimônio da instituição. O processo está em sigilo.

Carteiras com indícios de fraude

O BRB é investigado pela compra de mais de R$ 12 bilhões em carteiras com indícios de fraude do Banco Master.

A estimativa é de um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões. O valor exato do impacto vai ser conhecido em março, quando o balanço da insitutição financeira vai ser divulgado.

Investigações

Compra rejeitada

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise. O BRB considerava a operação estratégica ? que incluía a compra de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master.

A operação, anunciada em março de 2025, já despertava preocupação no mercado pelo modelo de captação considerado arriscado do Master e pela qualidade duvidosa de parte dos ativos do banco. 

Alertas ignorados

Documentos obtidos pelo g1 mostram que o Ministério Público Federal (MPF) havia recomendado ao BRB, meses antes da decisão do BC, que comprovasse a ?lisura? e a fidedignidade dos ativos do Banco Master antes de qualquer compra.

O órgão alertava sobre a possibilidade de existência de passivos ocultos e ativos inflados ? o que representaria grave risco para a utilização de recursos públicos na operação.

Fonte G1 Brasília

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