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Lira pede para partidos não protegerem deputados que quebraram decoro na promulgação da reforma tributária

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O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta quinta-feira (21) que partidos não façam acordos para proteger no Conselho de Ética parlamentares que tenham quebrado o decoro na sessão de promulgação da reforma tributária.

Lira deu a declaração em entrevista à GloboNews. A sessão solene para promulgar a reforma tributária reuniu senadores e deputados no plenário da Câmara nesta quarta (20).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também compareceu ao evento. A presença de Lula levou deputados de oposição, durante alguns momentos da sessão, a entoar palavras de ordem com ofensas ao presidente. Houve também vaias a Lula.

Por outro lado, deputados aliados do governo cantaram homenagens e Lula e ovacionaram a chegada dele ao Congresso.

Em determinado momento, o deputado petista Washington Quaquá (RJ), incomodado com ofensas a Lula, começou a filmar com o celular os oposicionistas que estavam hostilizando o presidente. Parlamentares rivais tentaram impedir Quaquá de fazer a filmagem. Ele reagiu e deu um tapa no deputado Messias Donato (Republicanos-ES).

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Durante a sessão, Lira pediu para que a Casa respeitasse o decoro parlamentar. Agora, na entrevista, o presidente da Câmara voltou a lamentar os fatos.

“Eu apelo, sim, à dignidade política dos partidos envolvidos para que, depois que esses deputados patrocinaram todo tipo de deselegância e atos de falta de decoro, não se tenha acordo no Conselho de Ética, como já houve em outros casos, para se proteger [os parlamentares]. União entre PT e PL, principalmente, para proteger os que lá foram, os que lá estavam” afirmou Lira.

O Conselho de Ética é o órgão da Câmara que analisa processos de quebra de decoro parlamentar por parte dos deputados. As punições do conselho podem ser advertências ou até a perda do mandato, a depender da gravidade.

Lira afirmou que as cenas desta quarta “depreciam” e “desmoralizam” a Câmara. Ele ressaltou que, desde a quarta-feira, vem se esforçando para lembrar as pessoas de que a sessão deve ficar marcada para histórica promulgação da reforma tributária, e não pela agressão entre deputados.

“A política é a arte de conviver com contrários, de conviver com pessoas nessa pluralidade partidária que a Câmara tem. A gente precisa se acostumar”, defendeu.

Fonte G1 Brasília

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