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Lula elogia STF por não ter cedido ‘nem a pressões de Trump’, mas diz que Corte tem questões a melhorar

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou nesta quinta-feira (5) a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre a trama golpista, afirmando que nem “a pressão” do presidente dos Estados Unidos fez os ministros mudarem de posição sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

O petista deu as declarações em entrevista ao portal UOL ao ser questionado sobre recentes decisões da Corte, que têm sido alvo de críticas dos mundos político e jurídico. Apesar dos elogios, ao responder à pergunta, Lula afirmou que o STF tem questões a melhorar, assim como outras instituições, e que isso deve ser discutido.

“Acho que tudo precisa mudar, e nada está livre de mudança. Acho q vamos discutir isso. O 8 de Janeiro foi a maior lição, nem a pressão de Trump fez com que o STF mudasse de posição, isso é um valor para um país democrático”, afirmou o petistsa.

“Em algum momento vai ter projeto de mudança, nós temos que ter critério para escolher pessoas que tenham solidez, de conhecimento jurídico. Chega muita coisa banal na Suprema Corte, penso que tudo está pronto para ser discutido e mudar, e sempre temos que discutir pra melhorar”, acrescentou Lula.

No ano passado, Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ser o sucessor do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou da Corte.

A indicação, no entanto, sofre resistências do Senado, principalmente, por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Em razão disso, Lula ainda não enviou o nome de Messias para análise dos senadores.

“Nem mandei o nome dele [Messias] ainda, o Senado voltou agora, quando voltar a funcionar vou mandar, vou conversar com Alcolumbre e com senadores, tenho confiança”, afirmou Lula ao UOL.

Para um indicado pelo presidente da República tomar posse como ministro do STF, é necessário que ele passe por sabatina e receba votos favoráveis de pelo menos 41 senadores. Jorge Messias tem feito reuniões com parlamentares em busca de apoio.

Fonte G1 Brasília

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