O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (08) que continuam chegando notícias profundamente preocupantes do Irã e de outras partes do Oriente Médio, e pediu o fim da violência e novos esforços para abrir espaço para o diálogo.
Falando durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, o pontífice disse que o conflito está alimentando o medo e o ódio e manifestou preocupação de que a escalada possa se ampliar, arrastando outros países, incluindo o ?querido Líbano?.
?Elevemos nossa humilde oração ao Senhor para que o rugido das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, no qual as vozes dos povos possam ser ouvidas?, disse o Papa Leão XIV.
Também neste domingo (8), em um texto publicado na revista mensal ?Praça de São Pedro? e no jornal italiano ?Corriere della Sera?, por ocasião do Dia da Mulher, Leão XIV respondeu à carta de Giovanna, uma italiana que relatou ao pontífice o problema da violência de gênero.
O sumo pontífice explicou que a interlocutora abordava um tema importante que sempre lhe causou grande sofrimento: ?a violência nas relações, em particular a violência contra as mulheres?. Leão XIV alertou que, em um mundo muitas vezes dominado pelo pensamento violento, é necessário apoiar ainda mais o gênero feminino.
O papa também afirmou que as mulheres podem ser atacadas por representarem ?um sinal de contradição? em uma sociedade ?confusa, incerta e violenta?, destacando que isso ocorre porque elas transmitem valores como fé, liberdade, igualdade, generosidade, esperança, solidariedade e justiça.
Segundo o pontífice, esses são ?grandes valores?, frequentemente atacados por uma ?mentalidade perigosa? que ?infesta as relações?, gerando egoísmo, danos, discriminação e desejo de dominação. Ele acrescentou que esses fatores muitas vezes levam à violência, como mostram casos recentes de feminicídio.
Leão XIV também afirmou que nenhum ato de violência deve ser subestimado e incentivou as vítimas a denunciar agressões. ?Devemos eliminar essa violência e encontrar formas de transformar a mentalidade das pessoas; devemos ser pessoas de paz, que amem a todos?, declarou.
Com informações das agências de notícias Reuters e RFI.
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Fonte G1 Brasília