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Presidente da Câmara de SP não vê perseguição contra padre Júlio Lancelotti em proposta de CPI: ‘Investigação como outra qualquer’

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O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite (União Brasil-SP), disse não ver perseguição na proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ONGs que fazem trabalho social na região da Cracolândia, especialmente o Padre Júlio Lancelotti.

Ao blog, Milton Leite afirmou que vai aguardar o retorno do recesso na Câmara em fevereiro para se reunir com o Colégio de Líderes, quando será debatido se haverá o prosseguimento da instalação da comissão. Segundo o presidente da Casa, do que tomou conhecimento até o momento, ?não há viés político? na proposta do vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP).

?Se há fatos, não importa quem seja investigado. A investigação é como outra qualquer?, diz Milton Leite.

À GloboNews, o vereador Rubinho Nunes classificou como ?máfia da miséria? o trabalho feito por instituições na região da Cracolândia e também negou viés político. Segundo ele, a CPI visa investigar todas as pessoas físicas ou jurídicas que atuem na região central de São Paulo e que, ?por mais que o [padre] Júlio não atue formalmente no quadro de ONGs, há indícios de sua ligação. Isso também pode e será averiguado?.

O parlamentar garantiu que já obteve 25 assinaturas já no protocolo para a instalação da CPI, quando eram necessárias apenas 19, e que já há sinalizações favoráveis para o mínimo de 28 assinaturas, com exceção do PT e PSOL.

?O Rubinho Nunes é um fanfarrão. Apesar de bom parlamentar, está jogando para a plateia dele e criando um factoide contra uma pessoa honrada e séria como o padre Júlio. Não existe acordo algum para que essa CPI seja criada. O PT é contra e vai obstruir e fazer o que for pra barrar essa ideia equivocada. É uma perseguição injustificada, com objetivo de ganhar votos extremistas na eleição de outubro em cima de uma pessoa que dedica a vida a ajudar os famintos?, disse o líder do PT na Câmara, vereador Senival Moura.

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O que diz o padre Júlio

Ao “Em Ponto, da GloboNews, o padre Júlio Lancelotti comentou o assunto e rebateu críticas sobre o trabalho que tem feito na Cracolândia. ?Quem está do lado dos indesejados vai ser indesejado. Criminalizar algumas pessoas sempre é uma forma de não enfrentar o problema?.

Para Lancelotti, o ataque contra ele tira o foco da questão da Cracolândia.

?Tira o foco da questão que nós temos que enfrentar, que é como lidar com a dependência química, com as cenas de uso, com essa questão que é tão grave no Centro de São Paulo e de outras cidades então. Então, essa criminalização de algumas pessoas, movimentos ou de algumas entidades é uma forma de não enfrentar com clareza e com profundidade a questão que está em foco?, completou.

Em suas redes sociais, padre Júlio afirmou que não pertence a nenhuma ONG e que a “atividade da Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo na Cracolândia”.

A Arquidiocese de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (4) uma nota de repúdio contra a proposta, defendendo e reiterando a importância do trabalho desenvolvido há décadas pelo Padre Júlio.

“Na qualidade de Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, Padre Júlio exerce o importante trabalho de coordenação, articulação e animação dos vários serviços pastorais voltados ao atendimento, acolhida e cuidado das pessoas em situação de rua na cidade. Reiteramos a importância de que, em nome da Igreja, continuem a ser realizadas as obras de misericórdia junto aos mais pobres e sofredores da sociedade”.

O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), não havia se pronunciado sobre o assunto até a publicação deste post.

Fonte G1 Brasília

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