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Presidente do PSDB convoca Executiva Nacional após Doria enviar carta em que cita ‘tentativas de golpe’

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O presidente do PSDB, Bruno Araújo, convocou neste sábado (14) reunião da Comissão Executiva Nacional do partido após o ex-governador de São Paulo João Doria enviar uma carta em que cobra respeito ao resultado da eleição interna da legenda que o definiu como pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. A reunião da Executiva está agendada para a próxima terça-feira (17).

Conforme divulgado pela colunista do g1 Ana Flor, em carta endereçada a Bruno Araújo, o ex-governador de São Paulo subiu o tom ao reafirmar que não vai desistir da candidatura e indicou que pode judicializar a situação, caso seja abandonado pela sigla.

No documento, Doria pede a Bruno Araújo que respeite a vontade dos filiados do partido que participaram das prévias que o definiram como o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto.

Em outro ponto, o ex-governador diz que, antes mesmo das prévias, existia uma “movimentação de parte da cúpula” do PSDB contra ele e que, depois do processo interno, “tentativas de golpe continuaram acontecendo”.

Após receber a carta, Bruno Araújo enviou um comunicado à Comissão Executiva Nacional do PSDB e aos deputados e senadores da legenda, convocando a reunião.

No documento, o presidente do PSDB cita trechos do documento enviado por Doria, que, segundo interlocutores de Bruno Araújo, foi considerado uma afronta aos integrantes da cúpula partidária.

Prévias

Em novembro do ano passado, Doria foi escolhido como pré-candidato do PSDB à Presidência da República ao derrotar o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

Na ocasião, o ex-governador de São Paulo recebeu 53,99% dos votos, enquanto Leite obteve 44,66% e Virgílio, 1,35%.

Apesar de ter realizado as prévias, o PSDB manteve contato com outras legendas, como o MDB e o Cidadania, a fim de construir uma candidatura única de centro ao Palácio do Planalto, que tem sido chamada de “terceira via”. Seria uma alternativa aos nomes do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT).

No comunicado aos integrantes da Executiva Nacional, Bruno Araújo afirma que as articulações com outras siglas de centro contaram com a “anuência” de João Doria.

“Todas as negociações até este momento de uma aliança em torno de uma candidatura única se iniciaram com notória anuência do ex-governador de São Paulo, pré-candidato do PSDB à Presidência, e com o aval da Executiva Nacional do Partido e das bancadas no Congresso Nacional”, diz Araújo.

As conversas em torno de uma candidatura única da terceira via, entretanto, não têm avançado. Recentemente, o União Brasil, presidido pelo deputado Luciano Bivar (PE), que estava participando das negociações, anunciou o desembarque do partido do grupo. Segundo Bivar, o União Brasil terá candidatura própria no pleito de outubro.

O impasse dentro do PSDB e a indicação, por meio de pesquisas eleitorais, de uma disputa polarizada entre Lula e Bolsonaro fizeram o ex-ministro das Relações Exteriores e ex-senador Aloysio Nunes anunciar apoio ao petista na disputa.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Aloysio Nunes, que é filiado ao PSDB há décadas, disse que Doria ?não tem apoio consistente dentro do próprio PSDB?. E declarou que Lula é o candidato capaz de derrotar Jair Bolsonaro. “Não há hesitação possível. Vou apoiá-lo [Lula] no primeiro turno?, afirmou Nunes.

Fonte G1 Brasília

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