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Sadiq Khan é reeleito prefeito de Londres para um terceiro mandato

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O trabalhista Sadiq Khan foi reeleito para um terceiro mandato como prefeito de Londres, uma situação sem precedentes na capital britânica, de acordo com os dados divulgados neste sábado (4).

Khan, filho de imigrantes paquistaneses e primeiro prefeito muçulmano de Londres, de 53 anos e no cargo desde 2016, derrotou a candidata conservadora Susan Hill, por uma margem ainda maior do que a obtida ao ser reeleito pela primeira vez em 2021.

Segundo a “BBC”, Khan teve 1.088.225 votos (43,8% do total) contra 811.518 (32,7% do total) de Hill, uma diferença de pouco mais de 276 mil votos. Khan venceu em nove dos 14 distritos eleitorais

Ele superou assim os dois mandatos que seu antecessor e ex-primeiro-ministro britânico conservador Boris Johnson havia cumprido.

“É a honra da minha vida servir à cidade que amo e me sinto mais do que honrado neste momento”, disse Khan aos apoiadores após o anúncio dos resultados, acrescentando que se propunha a “retribuir a confiança” dos eleitores e trabalhar por uma capital “mais justa, segura e verde”.

Com livros e punhos

Como prefeito, foi um crítico ferrenho do Brexit e dos sucessivos chefes de governo conservadores e até teve um confronto com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em 2017 o acusou de ter falhado na luta contra o terrorismo e o chamou de “perdedor”.

Mas ele se vingou quando Trump foi derrotado em 2020 pelo democrata Joe Biden nas eleições presidenciais.

“Uma vez ele me chamou de… perdedor. Só um de nós é um perdedor, e não sou eu”, afirmou.

Khan, com uma trajetória muito diferente das elites britânicas, tornou-se um símbolo da diversidade do país.

Seu pai, motorista de ônibus, e sua mãe, costureira, emigraram do Paquistão na década de 1960 e criaram seus filhos em habitações sociais.

Ele frequentou uma escola pública no norte de Londres e estudou direito na Universidade North London, uma educação gratuita pela qual sempre se mostrou grato. “Devo tudo a Londres“, afirmou.

Ele queria ser médico ou dentista. Mas um de seus professores notou seu dom para a oratória e o orientou para os estudos de direito. Ele seguiu o conselho, especializou-se em direitos humanos e presidiu a ONG Liberty por três anos.

Além de com livros, Khan soube se defender com os punhos e desde jovem aprendeu a boxear para enfrentar aqueles que o chamavam de “paki”, termo pejorativo para se referir aos paquistaneses.

Aos 15 anos, ele se filiou ao Partido Trabalhista e em 1994, aos 23, foi eleito conselheiro em Wandsworth, um bairro do sul de Londres.

Em 2005, ele abandonou sua carreira de advogado para ser eleito deputado por Tooting, onde viveu toda a vida e mora agora com sua esposa Saadiya, também advogada, e suas duas filhas adolescentes.

Três anos depois, o então primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown lhe ofereceu o cargo de ministro das Comunidades, e no ano seguinte, o de Transportes. Ele foi o primeiro muçulmano a ocupar um cargo de ministro.

Fonte G1 Brasília

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