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Sexo ‘papai e mamãe’ sem camisinha, pijama de cetim: o relato de Stormy Daniels, a ex-atriz pornô que se tornou pivô do 1º julgamento contra Trump

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Pivô do primeiro julgamento criminal a um ex-presidente na história dos Estados Unidos, a estrela da indústria de filmes pornô dos Estados Unidos Stormy Daniels voltou nesta semana aos holofotes com novas acusações contra Trump e detalhes do encontro sexual que ela disse ter tido com o ex-presidente.

Daniels testemunhou no tribunal de Manhattan onde acontece o julgamento do primeiro dos quatro processos aos que Trump responde atualmente na Justiça norte-americana.

Ele é acusado de ter ocultado contabilmente e declarado como honorários advocatícios o pagamento de uma propina para silenciar Stormy Daniels durante a campanha eleitoral de 2016, quando ele foi eleito presidente.

No caso, promotores de Nova York acusaram Trump de 34 crimes de falsificação de registros comerciais. Segundo o Minstério Público, o ex-presidente tentou encobrir um pagamento de US$ 130 mil a Daniels. Trump se declarou inocente.

Aqui estão alguns fatos sobre Daniels, 45, e seu suposto relacionamento com Trump, 77:

Estrela do pornô na frente e atrás das câmeras

Stormy Daniels, cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford, disse que começou a dançar como stripper e a aparecer em vídeos pornográficos depois de uma infância pobre em Baton Rouge, Louisiana, onde sua mãe solteira costumava desparecer por vários dias consecutivos.

Daniels obteve sucesso no entretenimento adulto como atriz em vídeos e atrás das câmeras: ela já ganhou 11 prêmios de melhor diretor da indústria e dois prêmios de melhor roteiro.

O que ocorreu no encontro com Trump

No tribunal, Daniels relatou que conheceu Trump em julho de 2006 em um torneio de golfe de celebridades realizado em Lake Tahoe, Nevada. Ela disse que o ex-presidente a convidou para jantar em sua suíte de hotel. Trump a recebeu vestindo pijama de cetim, que Daniels mandou que ele trocasse.

Segundo Daniels, Trump lhe disse que ela o lembrava de sua filha — Ivanka Trump — porque ela é inteligente, loira e bonita e porque as pessoas também subestimavam sua filha.

A ex-atriz pornô disse que os dois falaram sobre a possibilidade de fazer negócios juntos, mas afirmou ter ficado frustrada após ele a interromper repetidamente durante o jantar. “Você é sempre tão arrogante e pomposo?”, perguntou Daniels a Trump, ainda segundo ela.

Nesse momento, o ex-presidente, então empresário, a desafiou a bater nele com uma revista e ela obedeceu, disse Daniels. Ela afirmou que se tratava de uma revista de golfe com sua foto na capa.

Daniels disse que a certa altura pediu licença para usar o banheiro e, quando voltou, Trump estava sentado na cama de cueca. Ela disse que se lembra de ter pensado: “O que eu interpretei errado para chegar aqui?”.

Ela disse que Trump não a coagiu a fazer sexo, mas afirmou ter percebido que havia um ?desequilíbrio de poder?. Daniels disse que Trump parou na frente da porta e disse a ela: ?Esta é a única maneira de você sair do estacionamento de trailers? (no qual ela vivia).

Nesse momento, a ex-atriz pornô disse que desmaiou brevemente, embora não tivesse usado drogas ou álcool, e acordou na cama sem a maior parte das roupas e sem sapatos, mas com o sutiã ainda colocado.

Ela disse que eles fizeram sexo na posição “papai e mamãe” e Trump não usou camisinha.

?Eu não sabia como cheguei lá, estava tentando pensar em outra coisa”, ela testemunhou.

No relato ao juiz, Daniels disse que saiu rapidamente depois que tudo acabou. Ela disse ainda que os dois nunca chegaram a jantar.

Trump reconheceu ter conhecido Daniels no torneio, mas negou ter feito sexo ou falado com ela depois.

Como Daniels foi subornada por Trump

Stormy Daniels e seu advogado Keith Davidson testemunharam que tentaram vender sua história aos meios de comunicação, mas encontraram pouco interesse até as últimas semanas da campanha presidencial de 2016. Esse cenário mudou, disseram, quando o programa “Access Hollywood” divulgou um áudio no qual Trump falava em agarrar mulheres por seus órgãos genitais.

Davidson e Daniels disseram que ofereceram então sua história ao tabloide “National Enquirer”. A editora da publicação, conhecida pelas suas histórias sobre escândalos de celebridades, tinha um acordo informal com Trump para não publicar reportagens negativas sobre ele.

Davidson e Daniels foram então encaminhados ao advogado e mediador de Trump Michael Cohen que negociou um pagamento de US$ 130 mil para comprar o silêncio da ex-atriz pornô.

Mas Daniels relatou que chegou a desistir do acordo após Cohen atrasar o pagamento, poucos dias antes da eleição. Mas acabou recebendo US$ 96 mil, ainda de acordo com ela.

O que aconteceu depois disso

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Daniels disse que inicialmente honrou o acordo de não divulgação. Por isso, ela se recusou falar com o “The Wall Street Journal”, que a procurou para um artigo de 4 de novembro de 2016 que mencionava seu relacionamento com Trump.

Ela negou o relacionamento por escrito quando o jornal publicou um relato mais detalhado em 2018. Mas disse que sua vida se transformou em um ?caos? depois que o jornal publicou sua história.

Daniels processou Trump e Cohen, buscando invalidar o acordo de não divulgação. Ela contratou outro advogado, Michael Avenatti, e entrou com um processo de difamação contra Trump em 2018 mas acabou perdendo e foi condenada a pagar US$ 100 mil em honorários advocatícios ao então presidente.

Desde então, Daniels tornou público seu encontro com Trump em entrevistas à mídia, em um livro e em um documentário. Embora ela tenha ganhado dinheiro com alguns desses empreendimentos, a ex-atriz pornô ainda não pagou os honorários advocatícios que deve a Trump, que cresceram para cerca de meio milhão de dólares.

?Irei para a cadeia antes de pagar um centavo para ele?, escreveu Daniels nas redes sociais em 2022.

Fonte G1 Brasília

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