Após o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), protocolada pela vereadora Michelly Alencar (UB), para investigar irregularidades no Cuiabá Prev ser lido no plenário da Câmara de Cuiabá, três vereadores, que haviam assinado o documento, retiraram suas assinaturas.
Dr. Luiz Fernando (Republicanos), Marcus Brito Júnior (PV) e Pastor Jeferson (PSD) fizeram a retirada, após articulação da base aliada do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Casa de Leis. Sem o número mínimo de assinaturas, o projeto de CPI proposto por Michelly vai para a “gaveta” da Casa de Leis.
“Quero comunicar a vereadora Michelly Alencar que o seu requerimento para instalação da CPI será arquivado por falta de assinaturas. Três vereadores retiraram os seus nomes”, disse o presidente da Mesa antes de encerrar a sessão ordinária nesta quinta-feira (4).
O pedido de CPI teve como base uma série de denúncias de servidores municipais, que estão tendo os nomes negativados por instituições bancárias. Conforme os denunciantes, a Prefeitura de Cuiabá realiza os descontos de empréstimos consignados na folha, porém não tem repassado os valores para os bancos. Segundo as denúncias, o fato tem acontecido tanto nos empréstimos consignados como nos descontos da previdência.
Michelly anunciou o pedido de CPI nesta semana, quando apresentou o caso de uma servidora da educação há 23 anos e que está com o nome negativado devido a prefeitura não fazer o repasse financeiro para o banco há mais de 5 meses. A vereadora comprovou a denúncia, apresentando o holerite da servidora, mostrando que os descontos foram realizados. Porém a servidora constantemente recebe ligações do banco, cobrando a quitação dos empréstimos
“Os servidores estão sendo extremamente penalizados por uma péssima gestão na Prefeitura de Cuiabá. Alguns estão prestes a perder seus imóveis porque o dinheiro está sendo descontado e não está sendo repassado para os bancos. As instituições estão fechando as portas para os servidores por conta da prefeitura, que não basta sujar o nome dela, agora está sujando também os nomes dos trabalhadores”, disse Michelly.
Fonte: Isso É Notícia